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Quando o Coração se Encontra romance Capítulo 89

"Passei em frente a uma floricultura, achei bonito e comprei um buquê."

Evelina apertou os lábios e respondeu com um leve "ah", baixando a cabeça para observar as flores em suas mãos. Sua voz soou suave ao concordar: "São realmente bonitas."

As rosas vermelhas, intensas e viçosas, estavam agrupadas em um feixe, ardendo como fogo.

Evelina olhou as rosas por alguns instantes antes de erguer o olhar, inclinando a cabeça para a janela. Um SUV preto passou rapidamente ao lado.

A silhueta que vislumbrou dentro do carro fez com que o humor de Evelina, que estava razoável até então, despencasse de imediato. O sorriso desapareceu de seu rosto, e os lábios se fecharam numa linha reta.

O carro seguiu em direção ao estúdio.

Era evidente: não haviam conseguido chegar a um acordo pela manhã, e agora voltavam para tentar novamente.

Era irônico; para entrar no Grupo Sampaio e se firmar lá, ele só podia tentar agradar Carolina repetidamente.

Quanto a Carolina, estava decidida a deixá-la desconfortável.

Quando ela tomava uma decisão, Marco não conseguia convencê-la e então restava apenas tentar ameaçá-la.

Evelina baixou os olhos, o olhar enevoado e indecifrável, e um leve sorriso irônico surgiu nos lábios, deixando transbordar o sarcasmo.

Nivaldo não percebeu o que havia acontecido, mas sentiu claramente a mudança em seu estado de espírito.

Lembrando-se das palavras de Lorena, supôs que Evelina havia pensado em Marco.

Imediatamente, toda a ternura desapareceu de seus olhos escuros, substituída por uma expressão profunda e fria, como um lago gelado e insondável.

Ele lançou-lhe um olhar e perguntou, em tom aparentemente casual: "Como foi seu dia?"

A voz grave e agradável do homem trouxe Evelina de volta aos seus pensamentos. Ela fitou as rosas vermelhas à sua frente e respondeu sem muita atenção: "Foi bom."

A resposta foi leve e distante, sem qualquer emoção aparente.

Mas a ausência de emoção era o pior sinal possível.

No início, não esperava que o segredo levasse a tal situação.

Ele a chamou pelo nome: "Evelina."

"Hm?" Evelina abriu os olhos e olhou para ele.

Nivaldo, sem esconder o desapontamento, disse: "Ela tem idade para ser sua mãe."

O olhar de Evelina era inocente. "Mas ela parece tão jovem..."

Ao dizer isso, sua voz foi ficando mais baixa, e ela passou a encará-lo com dúvida. "Mas eu nem falei quantos anos ela tem."

Nivaldo não deveria saber sua idade.

De onde vinha aquele comentário?

Nivaldo virou a cabeça para olhá-la e disse, resignado: "O sobrenome dela é Moreira, não é?"

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