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Quando o Coração se Encontra romance Capítulo 83

O único desconforto que sentia agora era a sensação incômoda de que aqueles dez milhões que originalmente receberia estavam prestes a escapar por entre seus dedos.

"Não precisa imaginar, nem agir por impulso. Não projete suas suposições nos meus pensamentos."

Falava como se realmente a conhecesse profundamente.

Evelina semicerrava os olhos, como se de repente lembrasse de algo, e disse: "Você veio me procurar porque não conseguiu convencer a Carolina?"

Marco permaneceu em silêncio.

De fato, era exatamente isso.

Evelina achou graça. "Já disse tudo o que precisava ser dito. Pode ir embora."

Ela mantinha-se impassível, enquanto Marco sentia-se cada vez mais inquieto.

Consultou o relógio e fez a pergunta que o intrigava desde o dia anterior: "Por que o estúdio reabriu?"

Evelina respondeu: "Meu estúdio abre quando eu quiser, tenho que te avisar?"

Cada frase dela era carregada de ironia e sarcasmo.

Parecia um pequeno ouriço espinhento: toda vez que ele se aproximava, ela erguia os espinhos para mantê-lo afastado.

Marco franziu o cenho. "De onde você tirou dinheiro para comprar o estúdio?"

Se ele estava ali, provavelmente já havia investigado tudo.

Evelina não se surpreendeu.

Sem sequer mover as pálpebras, respondeu: "Não precisa se preocupar com isso."

Marco franziu ainda mais o cenho.

"Será que você pode falar comigo de outro jeito?" Marco tentou segurar a mão dela.

Evelina a retirou com um movimento brusco, mas não contava que ele já estivesse prevenido, e quando ela se desvencilhou, ele levantou a outra mão.

A diferença de força entre homem e mulher era evidente; com um puxão, Marco a fez colidir contra seu peito.

Ele a envolveu nos braços e murmurou ao seu ouvido, em tom de resignação: "Não poderíamos ser como antes? Evelina, desse jeito, eu me sinto péssimo."

Sentia-se péssimo...

Então ele também era capaz de se sentir assim.

Só de sentir o hálito dele, Evelina já se sentia desconfortável. Tentou empurrá-lo com a mão. "Me solta."

Marco a segurava com força, sem ceder.

Evelina permaneceu em silêncio.

Marco suspirou, completamente frustrado. "Você realmente faz tanta questão desse dinheiro?"

"Faço. Por que não ganhar dinheiro, se posso?" Evelina respondeu: "No fim das contas, só o dinheiro é realmente nosso."

Havia uma clara insinuação em suas palavras, e o rosto de Marco ficou sombrio. "Diga quanto quer. Eu te dou. Recuse o pedido dela."

Tentava, mais uma vez, comprar sua decisão.

Dessa vez, realmente recorria a todos os meios possíveis.

Evelina não se irritou; ao contrário, sorriu com desprezo, dizendo palavra por palavra: "O dinheiro que quero, eu mesma ganho com meu esforço. O seu dinheiro, eu acho sujo."

O rosto de Marco mudou drasticamente. Quando estava prestes a responder, passos soaram ao fundo.

Ambos se viraram.

Lorena se aproximava, segurando uma bolsa.

"Lorena," Evelina a chamou.

Lorena sorriu para ela. "O que estão fazendo aí parados?"

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