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Quando o Coração se Encontra romance Capítulo 69

“Estou te observando.”

Uma expressão pouco natural passou pelo rosto de Nivaldo: “O que tem de interessante em mim?”

Evelina piscou: “Acho que você está irritado, não está?”

Nivaldo respondeu: “... Não.”

“Tem certeza?” Evelina imitou o jeito dele de instantes atrás. “Nem assim você está bravo?”

Ela recolheu o sorriso, reproduzindo a expressão dele com perfeição, mas, mesmo assim, seu olhar e semblante estavam longe de transmitir qualquer raiva, parecendo mais uma brincadeira.

Um leve sorriso surgiu nos olhos de Nivaldo, misturado a certa resignação. “Ficou bem parecido.”

Evelina empinou o peito: “Eu te observei por um bom tempo agora há pouco.”

O tom era de puro orgulho.

A mão de Nivaldo, que segurava a dela, se moveu, envolvendo-a completamente, sem negar, disse: “Fiquei irritado, mas o medo foi maior.”

Quase tinha acontecido um acidente.

Quando aquela garota esbarrou neles, ele sentiu como se o sangue tivesse parado de circular no corpo; nunca havia sentido nada parecido desde pequeno.

Por sorte, conseguiu proteger Evelina; caso contrário, nem queria imaginar as consequências.

Evelina sentiu o mesmo, compreendendo perfeitamente.

Mas o incidente já tinha passado, não havia motivo para continuar se preocupando.

“Estou bem, você não viu? As duas meninas quase choraram de medo por sua causa,” Evelina comentou.

Nivaldo elevou o tom: “Assustador assim?”

Evelina se adiantou na fala, impedindo qualquer justificativa dele.

Ela balançou a cabeça com sinceridade: “Na verdade, não. Mas as duas são novas, quase se machucaram, e você estava sério demais. É normal terem ficado assustadas.”

Nivaldo apenas murmurou em concordância.

Evelina riu de leve: “Mas menina tem energia de sobra. Quando eu era mais nova, também era assim, cheia de brincadeiras. Mal percebi o tempo passar, e já estou desse tamanho.”

Nivaldo assentiu, olhou adiante e se preparou para andar, mas então pareceu notar algo, parando tanto o olhar quanto os passos.

Evelina já tinha dado um passo, mas, sentindo a mão presa pela dele, não conseguiu seguir e, intrigada, levantou os olhos: “O que foi?”

Mal terminou de falar, ouviu uma voz masculina, firme e tranquila.

“Já terminou o expediente?”

Não era Nivaldo.

Evelina virou-se, seguindo a direção da voz.

Viu um homem de cerca de quarenta anos, com os cabelos negros penteados de forma impecável e o queixo bem delineado, transmitindo certa intensidade em seu olhar.

Vestia um terno simples, mas sofisticado, irradiando confiança e serenidade, como um verdadeiro cavalheiro, muito elegante.

Percebendo que era alguém conhecido de Nivaldo, Evelina desviou o olhar e se colocou ao lado de Nivaldo.

Nivaldo manteve a expressão inalterada, respondeu com um discreto assentir, considerando aquilo uma resposta.

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