Sendo interrompida por Alice repetidas vezes, Carolina já a considerava um verdadeiro incômodo, olhando para ela com um olhar fulminante. "Saia da minha frente agora mesmo, senão vai se arrepender. Você realmente acha que Evelina pode te proteger?"
Como a senhorita da família Sampaio, Carolina não podia afirmar que poderia agir como quisesse na Vila da Esperança, mas lidar com uma simples garçonete era algo que, para ela, estava muito além de sua capacidade.
Evelina puxou Alice para trás de si. "Ela não tem nada a ver com isso. Não envolva pessoas inocentes."
"Já falei tudo o que precisava. Se vocês querem ou não se casar, tanto faz. Se estão realmente com medo de acontecer algum problema, comprem uma corda e amarrem o Marco na sua cintura. Existem tantas soluções, qualquer uma delas é mais direta e eficaz do que vir até aqui me procurar."
Ela levantou o queixo em direção à porta, indicando o caminho. "Pode ir embora."
O rosto de Carolina ficou tão fechado que parecia prestes a derramar tinta, e uma raiva sem nome crescia em seu peito, dando-lhe vontade de simplesmente ir embora.
Fechou os olhos por um instante e parou de andar.
Ir embora?
De maneira alguma.
Ela viera justamente para incomodar Evelina; sair agora seria fazer exatamente o que Evelina queria.
Respirou fundo duas vezes para se acalmar, deu uma volta pelo ambiente e resmungou: "Se esse lugar me convidasse, eu nem viria."
Evelina permaneceu impassível: "Então vá embora."
"…"
A raiva que tentara conter voltou à tona.
Carolina lançou-lhe um olhar feroz e exclamou, irritada: "Deixe-me terminar de falar."
"…"
Evelina e Alice apenas a olharam, ambas sem palavras.
Carolina, sem se importar com a reação delas, continuou: "Eu não queria vir a esse lugar, mas Marco disse que você trabalhava com isso. Como precisamos tirar fotos do casamento, resolvemos ajudar seu negócio, como uma espécie de compensação. Se não fosse pela insistência dele, acha mesmo que eu viria aqui?"
Vendo isso, Alice pensou que Carolina fosse partir para a agressão e imediatamente se colocou à frente de Evelina.
Apontou o celular para Carolina. "O que você pretende fazer? Olha, estou gravando tudo. Se você fizer qualquer coisa, eu posto na internet. Pelo que vejo, você deve ser alguém de destaque, não deve querer problemas, certo?"
Alice demonstrava vigilância e sua fala tinha um tom claramente ameaçador.
Se tivesse pensado nisso antes, já teria começado a gravar o comportamento de Carolina.
O rosto de Carolina ficou lívido, passando do vermelho ao preto, sem esperar que Alice fosse tomar tal atitude.
No mundo atual, onde tudo gira em torno das redes sociais, o poder da opinião pública era enorme; qualquer deslize seria analisado quadro a quadro pelos internautas.
Naquele momento, expor sua identidade não seria um problema, e certamente afetaria o Grupo Sampaio.
Carolina conteve a raiva e procurou manter a voz calma. "Sou irmã dela, estamos apenas conversando. Por favor, abaixe o celular."
Alice arregalou os olhos, sentindo pena de Evelina, mas não conseguia esconder o desprezo que sentia por Carolina.

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