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Quando o Coração se Encontra romance Capítulo 51

"Se gostar, pode pedir para a Joana trocar por um novo arranjo todos os dias." Nivaldo demonstrou grande generosidade, como se aquilo não fosse nenhum problema.

Evelina permaneceu em silêncio.

A forma como pessoas ricas resolviam problemas realmente era diferente.

Ela sabia que Nivaldo tinha essa capacidade.

Não era apenas um buquê; mesmo que ele trocasse todas as flores da casa diariamente, para ele isso não seria nada.

Mas será que o que a incomodava eram as flores?

Evelina, resignada, ergueu o rosto e lhe disse com seriedade: "Não precisa, só achei que foi um gesto seu para mim, então sinto um pouco de pena ao vê-las assim, mas, pelo menos, mantidas na água, ainda duram mais alguns dias."

Ela não era alguém que nunca recebia flores, mas o que aconteceu naquele dia a deixou especialmente tocada, então até aquele buquê parecia mais especial.

Caso contrário, se ela se sentisse assim com cada buquê, quanta emoção teria para oferecer?

Nivaldo agachou-se ao lado dela e ficou olhando para as flores por um tempo, até que falou: "Vou te trazer mais flores no futuro."

Evelina não pôde conter o riso diante da generosidade e da seriedade repetidas dele.

O charme de dar flores estava justamente na surpresa; avisar com antecedência tirava toda a graça.

Ela apoiou as mãos na mesa e o sorriso se espalhou pelo rosto: "Não precisa, só de vez em quando já está ótimo."

Evelina levantou-se. "Pronto, vamos mudar de assunto. Vou dormir agora."

Assim que terminou de falar, correu para o banheiro, lavou as mãos e deitou-se na cama.

Nivaldo olhou para o buquê ao lado, depois voltou o olhar para Evelina, já deitada, sem se saber o que pensava.

Depois de arrumar algumas coisas, ele também se deitou.

O quarto mergulhou na escuridão, e Evelina ficou um bom tempo sem conseguir dormir.

Na cabeça dela, se misturavam a alegria pela inauguração de hoje e a preocupação de ter que conhecer a família de Nivaldo. Essas duas questões não saíam de seus pensamentos, deixando-a cada vez mais desperta.

Não se sabia quanto tempo se passou, até que ela se virou e ouviu Nivaldo perguntar: "Não conseguiu dormir?"

Ela arregalou os olhos, surpresa: "Você também ainda está acordado?"

Ele respirava de forma tão tranquila que ela pensou que ele já estivesse dormindo fazia tempo.

A rotina do ateliê foi gradualmente entrando nos eixos, e Evelina sentiu que sua vida estava muito mais cheia de sentido.

Após se despedir de uma cliente, Evelina serviu-se de um copo de água para descansar.

Mal tinha terminado de beber quando viu Alice correndo até ela, bastante aflita.

"Evelina, tem uma pessoa lá fora dizendo que quer falar com você."

Com ela?

Evelina franziu a testa. "Não disse quem era?"

"Não." Alice balançou a cabeça, também sem entender nada, e fez um biquinho: "Perguntei, mas ela não quis dizer, só falou que você saberia quem era assim que saísse."

Um traço de dúvida passou pelo olhar de Evelina. Ela largou o copo, assentiu e se levantou: "Vou ver do que se trata."

Antes mesmo de chegar à recepção, de longe já avistou Carolina parada ao lado.

"Evelina, é ela." A voz de Alice soou ao lado.

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