Em uma das vagas do estacionamento.
Nivaldo recebeu o buquê de flores das mãos de Evelina, colocou as flores no porta-malas e só então abriu a porta do passageiro para Evelina, protegendo-a enquanto ela se sentava no carro.
Thiago, que vinha correndo atrás deles, presenciou a cena de longe.
Ele parou, respirou ofegante, e ao perceber que ainda havia uma boa distância, sabendo que não conseguiria alcançá-los mesmo correndo, tirou rapidamente o celular do bolso, abriu a câmera e tirou duas fotos em sequência.
O carro preto saiu do estacionamento, e Thiago, olhando para as fotos em seu celular, exibiu um sorriso de satisfação nos lábios.
Finalmente, ele havia conseguido uma notícia bombástica; não fora em vão todo o esforço para segui-los até ali.
Naquela noite, ele estava decidido a se tornar a lenda que abalaria a família Monteiro.
……
A lua crescente, fina como um anzol, pendia silenciosa entre os galhos das árvores, enquanto incontáveis estrelas brilhavam no céu, trazendo vida à noite tranquila.
Sob o luar, a casa da família Monteiro permanecia iluminada, e o interior da mansão exalava paz e harmonia.
Lorena saiu do quarto de Beatriz com passos leves, olhou o relógio, sentou-se e estava prestes a provar uma fruta quando viu Thiago entrar correndo pela porta.
O rosto dele estava corado, vibrante de energia, e um sorriso largo se abria nos lábios, enquanto seus olhos brilhavam com uma animação impossível de esconder.
Ele gritou para Lorena: “Tia!”
Lorena lhe serviu um copo d’água, acompanhando com um sorriso a forma como ele tentava recuperar o fôlego, e perguntou em tom divertido: “Por que tanta pressa? Tem algum lobo ou onça te perseguindo?”
Thiago realmente estava com sede. Pegou o copo e bebeu um grande gole de água, o que fez Lorena lhe dar um leve tapa no braço: “Beba devagar.”
Thiago não se incomodou, colocou o copo na mesa e sorriu alegremente para Lorena.
O jeito dele deixou Lorena intrigada, mas também a divertiu. Entre risos, ela comentou: “Seu tio ainda não voltou. Sente-se e espere um pouco. Já comeu? Posso pedir para a senhora aquecer algo para você.”
“Não vim procurar por ele, nem quero comer nada.” respondeu Thiago. “Vim falar com você.”
Com ela?
Lorena olhou para ele, surpresa: “O sol nasceu no oeste hoje?”
“Tá bom.” Thiago tentou se conter, mas não durou nem dois segundos; ainda estava inquieto e pediu, quase implorando: “Tente adivinhar, por favor.”
Se ela não tentasse, ele realmente não aguentaria mais guardar o segredo.
Era uma notícia tão explosiva, ele não conseguiria mantê-la só para si.
“Está bem, eu adivinho.” Um traço de resignação passou pelo olhar de Lorena, que resolveu entrar na brincadeira para agradar o sobrinho. “Você arrumou uma namorada?”
Thiago: “Não.”
“Então arrumou um namorado?”
Thiago: “……”
A imaginação da tia parecia realmente fértil, e, além disso, ela reagiu com uma calma surpreendente, como se aceitasse qualquer coisa com naturalidade.
Percebendo que o rumo da conversa só se afastava do objetivo, Thiago olhou para Lorena com expressão profundamente ressentida.

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