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Quando o Coração se Encontra romance Capítulo 20

Os olhos dele permaneceram serenos, sem revelar qualquer emoção; apenas assentiu para ela.

Evelina abaixou o olhar, pegou a aliança masculina e, com delicadeza, foi colocando-a, pouco a pouco, no dedo dele.

Durante os três anos em que esteve com Marco, ela também sonhara em caminhar ao altar com ele, imaginando inúmeras vezes, em sua mente, a cena de colocar a aliança em sua mão.

Agora, aquela cena que existia apenas na imaginação finalmente se tornara realidade, mas a pessoa ao seu lado já não era mais a mesma de antes.

“Meu Deus, parece que foi feita sob medida!”, exclamou a atendente, trazendo Evelina de volta aos seus pensamentos.

Evelina piscou e, surpresa, segurou mais uma vez a mão de Nivaldo, examinando-a com atenção.

Era verdade, encaixava perfeitamente, como se o designer tivesse feito os anéis sob medida para os dois, observando cada detalhe de suas mãos.

Para uma pessoa, poderia ser coincidência, mas para duas… isso já era coincidência demais.

Será que o destino realmente existia?

“Gostou?”, a voz grave e envolvente de Nivaldo soou próxima ao seu ouvido.

Por causa do momento de colocar o anel, os dois estavam muito próximos, a ponto de Evelina conseguir ouvir a respiração dele.

De repente, ela sentiu as orelhas queimarem e recuou um pouco, assentindo com a cabeça.

O modelo era do seu agrado e, sendo tão perfeito, correspondia inteiramente ao seu gosto; se continuasse procurando, provavelmente não encontraria outra aliança que lhe agradasse tanto.

“Será essa então.” A voz de Nivaldo foi firme ao olhar para a atendente.

“Esta aliança custa vinte e cinco milhões, senhor. Tem certeza de que deseja mesmo esta?”, a atendente, com os olhos brilhando de alegria, ainda assim confirmou cuidadosamente.

Antes, outras pessoas já haviam experimentado aquela aliança; algumas não conseguiram usá-la por causa do tamanho, outras que acharam adequado desistiram ao ouvirem o preço.

A aparência dos dois chamava atenção: ambos vestiam-se com elegância, especialmente Nivaldo, que exalava sofisticação em cada gesto. Por isso, ela decidira recomendar aquela peça.

Ao menos, valia a pena tentar; caso conseguisse vender, receberia uma comissão considerável.

No entanto, enquanto não visse o pagamento, não tinha certeza se realmente comprariam.

Ela tocou a aliança em seu dedo e, de fato, percebeu que uma bênção de mais de vinte milhões soava realmente melhor.

Nivaldo pareceu apreciar o momento, esboçando um leve sorriso nos lábios ao dizer apenas: “Obrigado.”

Em seguida, tomou Evelina pela mão e saiu da loja.

Ao sair, cruzaram com dois casais que entravam.

Nivaldo, temendo que Evelina fosse esbarrada, passou o braço em sua cintura, puxando-a mais para perto de si.

A atendente, ao presenciar a cena, não conseguiu conter o sorriso no rosto.

Ela se perguntou como pudera, momentos antes, ter duvidado da relação do casal.

Bastou um “gostei” da moça para que o rapaz comprasse o anel sem hesitar; além disso, pelo modo atencioso como ele a protegia, era evidente o quanto se importava com ela.

Já do lado de fora, Evelina afastou-se um pouco: “Esta aliança foi cara demais.”

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