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Quando o Coração se Encontra romance Capítulo 18

Nivaldo assentiu, com um sorriso enigmático nos lábios. “Entendi.”

“……”

Entender, ele entendeu. Mas será que não poderia mudar aquela expressão?

Contudo, já que estava acordada, Evelina não tentou mais agir às escondidas e rapidamente se afastou dele.

Levantou o lençol, saiu da cama, calçou os sapatos, tudo em um só movimento.

Ao olhar novamente para Nivaldo, deitado na cama, seu semblante ficou um tanto constrangido.

“Vou me arrumar.”

Deixou essa frase no ar e correu apressadamente para o banheiro.

Nivaldo acompanhou-a com o olhar, e o sorriso em seus olhos se aprofundou ainda mais.

Quando ambos já estavam prontos, Nivaldo a questionou: “Vamos sair para tomar café da manhã?”

“Está bem.”

Evelina não teve objeções.

Quando morava sozinha, ela também não costumava preparar café da manhã em casa, geralmente comprava algo em uma padaria pelo caminho.

Quinze minutos depois.

Evelina ficou atônita ao se deparar com um hotel cinco estrelas e um gerente vestido de terno, sorridente de orelha a orelha.

Ela ficou boquiaberta.

Era apenas um café da manhã, não seria exagero demais?

O gerente mantinha um sorriso largo no rosto enquanto os conduzia para um salão privativo. “Sr. Monteiro, o café da manhã foi preparado conforme o senhor solicitou, tudo muito saudável e nutritivo para o senhor e...”

“Minha esposa.”

A voz dele era fria como sempre, mas as palavras “minha esposa” ganharam uma delicadeza especial quando ditas por ele.

Uma leve surpresa passou pelo rosto do gerente, mas a postura profissional o fez rapidamente retomar a compostura.

“O senhor e a senhora podem aproveitar. Caso precisem de algo, basta me chamar.”

O gerente puxou a cadeira para ela e se afastou discretamente.

Nunca imaginara receber tal tratamento apenas para tomar um café da manhã, e Evelina sentiu-se verdadeiramente lisonjeada.

Evelina assentiu e respondeu afirmativamente, pegando a colher para começar a comer.

Porém, em seu íntimo, refletiu que, dali em diante, deveria sempre perguntar o destino antes de aceitar qualquer convite de Nivaldo.

Muito extravagante!

Muito esbanjador!

Depois do café da manhã, o gerente, ainda sorridente, os acompanhou até a saída.

Ao chegarem ao estacionamento, Evelina ouviu a voz de Nivaldo: “Vou te levar para comprar algumas coisas.”

Ela trouxera poucos pertences, nem mesmo roupas suficientes, parecendo pronta para partir a qualquer momento com uma mala.

Evelina balançou a cabeça. “Não preciso comprar nada.”

“O tempo está esfriando. Suas roupas, sapatos e itens pessoais precisam ser renovados.”

“Já tenho tudo isso, comprei muita coisa nos últimos dias, apenas não trouxe comigo. Daqui a alguns dias, vou buscar tudo e está resolvido, não é necessário comprar mais.” Ela franziu o cenho e retrucou, em voz baixa.

Além de achar desnecessário, também não queria gastar demais de Nivaldo.

Essas coisas ela podia muito bem adquirir por conta própria.

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