Ela teve que admitir mentalmente sua admiração por ele e disse: "Então vou entrar primeiro, pode voltar para a empresa, vá com calma no caminho."
"Espere." Nivaldo a chamou.
Evelina olhou para ele, confusa. "O que foi...?"
Antes que pudesse terminar a frase, viu Nivaldo de repente se aproximar.
Um aroma fresco e suave se espalhou ao seu redor.
Evelina permaneceu sentada, atônita, e, à medida que ele se aproximava, sentiu o coração apertar fortemente.
Quando estava prestes a falar, sentiu a mão dele pousar sobre sua cabeça, ajeitando seus cabelos.
"Seus cabelos estão um pouco bagunçados." Ele disse isso e então afastou-se.
Era só para arrumar o cabelo.
O olhar de Evelina vacilou de maneira pouco natural, como se quisesse esconder algo. Ela própria passou a mão pelos cabelos mais uma vez e disse: "Obrigada, não é nada, estou indo."
"Certo, até a tarde."
Mesmo sendo uma despedida absolutamente corriqueira, Evelina achou que talvez ainda não estivesse totalmente acordada; caso contrário, como poderia aquela voz suave e gentil parecer uma pluma, que acariciava de leve seu coração, deixando-o formigando?
Evelina não ousou olhar para ele novamente; disse um “até a tarde” rapidamente, desceu do carro e fechou a porta.
Ao observar os movimentos claramente apressados dela, Nivaldo arqueou levemente as sobrancelhas.
Ele já tinha dito que era o chefe.
Mesmo que não fosse, ninguém teria coragem de dizer algo.
Por que estava agindo como se quisesse expulsá-lo?
————
A noite caiu.
A lua substituiu o sol e assumiu seu posto com sucesso.
À luz do luar, uma casa ampla estava completamente iluminada, mas reinava um profundo silêncio.
Fabiana entrou na casa e perguntou ao mordomo ao lado: "Onde está minha mãe?"
"A senhora está no andar de cima."
Fabiana respondeu com um “ah” e, sem parar, subiu rapidamente as escadas, batendo na porta do quarto de Gabriela.
O canto dos lábios de Gabriela se curvou levemente, como se houvesse um toque sutil de ironia.
Mas esse gesto desapareceu rapidamente, e Fabiana não percebeu.
Obviamente, Gabriela também não tinha intenção de que ela percebesse.
Fabiana não insistiu mais no assunto, puxou Gabriela para se sentar com ela no sofá de couro ao lado. "Mãe, sente-se, vou massagear seus ombros enquanto conversamos."
Gabriela nem levantou as pálpebras e foi direto ao ponto: "Diga, o que você quer?"
Fabiana não perdeu tempo. Enquanto massageava os ombros de Gabriela, perguntou: "Mãe, quando você vai de novo à família Monteiro conversar com a vovó sobre minha prima e o Nivaldo?"
Gabriela fechou levemente os olhos. "Hoje encontrou a Viviana?"
"Não só isso." Fabiana assentiu. "Também encontrei o Nivaldo."
"Viviana pediu para você vir falar sobre isso?"
Fabiana negou. "Como minha prima falaria esse tipo de coisa comigo? Fui eu mesma. Você está há um tempo sem agir, não quer mais aproximar minha prima do Nivaldo?"
"Por que a pressa?" Gabriela respondeu de maneira totalmente despreocupada.

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