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Quando Ele Arrependeu, Eu Já Era Outra romance Capítulo 40

Os rumores começaram no próprio departamento de Sofia.

Os colegas espalhavam que a nova técnica tinha sido ideia inicial de Isabela e que Sofia havia roubado a criação dela.

Dizer que aquilo não afetava Sofia seria mentira.

Mas o boato já tinha ganhado forma, circulava com riqueza de detalhes, quase como se fosse verdade.

Não adiantava sair explicando para cada pessoa.

Mesmo que explicasse, muitos não acreditariam, e ainda diriam que ela estava tentando se justificar demais.

O preconceito no coração das pessoas é como uma montanha: por mais esforço que haja, ninguém consegue mover essa montanha.

Sofia sabia que vários colegas nunca tinham gostado dela desde o início.

Ainda assim, a linha URBAN tinha se tornado um sucesso de vendas.

Ela não tinha decepcionado Ricardo. A consciência dela estava tranquila.

Naquele dia, fez hora extra novamente.

O Vértice Cinema estava produzindo um drama urbano contemporâneo, [Surpresas do Destino], e precisava de algumas joias originais para a produção.

Depois do sucesso da URBAN, procuraram a FY e pediram especificamente que Sofia fosse responsável pelo projeto.

Ela trabalhou até depois das oito da noite. Quando saiu do prédio da FY, já estava completamente escuro.

Um carro na rua buzinou para ela.

Era uma Ferrari do modelo mais recente.

A pintura vermelha vibrante, clássica e chamativa, fazia qualquer pessoa olhar duas vezes.

Sofia não lembrava de conhecer ninguém que dirigisse um carro assim.

Miguel, quando se tratava de carros, sempre preferiu modelos executivos de luxo, mais discretos.

Pensando que não podia ser ele, Sofia se aproximou com cautela.

— Sofia, sou eu.

Com a capota aberta, ela viu Gustavo ao volante.

Ele estava como sempre: roupa esportiva, aparência leve, sorriso aberto.

Parecia um universitário comum, nada combinava com aquele carro.

Sofia ficou surpresa, mas acabou entrando.

Gustavo contou que estava prestes a se formar e já tinha conseguido emprego em uma grande empresa. O carro era recém-comprado.

Mas aquela loja trabalhava principalmente com ternos sob medida.

Toda vez que mandava mensagem para Miguel pedindo que ele passasse lá depois do trabalho para tirar as medidas e provar, ele inventava uma desculpa.

Ora era algo urgente na empresa, ora uma viagem de última hora, ora um compromisso social.

Sofia insistiu algumas vezes, comprando modelos prontos de acordo com o tamanho dele.

Quando levava para casa, Miguel criticava o corte ou reclamava do tecido. Sempre havia alguma coisa errada.

Depois de algumas tentativas frustradas, ela desistiu.

Os ternos que tinha comprado ainda estavam guardados no closet, acumulando pó.

Miguel nunca tinha vestido nenhum.

Gustavo não queria que Sofia gastasse dinheiro.

O salário dela na FY era bom, mas ela estava em processo de divórcio. Haveria muitas despesas pela frente.

Mesmo assim, quando ela insistiu em dar um terno de presente, ele não conseguiu esconder a satisfação.

Já estavam em frente à loja.

Mas Gustavo percebeu que Sofia continuava parada, sem entrar.

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