Valeria olhava para o recipiente com as cinzas do avô Alberto e não conseguia evitar uma grande opressão no peito, ela mesma se enchia de nostalgia.
Só de lembrar a vida que levou ao lado dos avós, de lembrar a maneira tão abrupta como o avô se foi.
— Ai, vovô! Quantas coisas mudaram desde aquele dia em que o senhor foi me buscar na escola? — Disse Valeria com nostalgia.
Valeria se lembrava daquele dia em que o avô chegou abruptamente para levá-la a um destino incerto; isso já tinha acontecido há 25 anos.
Uma aventura que a levou a conhecer novas pessoas e que, desde que as conheceu, nunca mais deixou de vê-las.
Hoje, Paloma e Aldo voltavam da lua de mel. Aquela filha, fruto do seu amor de juventude, que ela tanto amava e que em pouco tempo daria à luz, estava começando a sua nova vida. Ela sim tinha tido a sorte de ter um bom parceiro, ela sim tinha aprendido a reconhecer o que eram aqueles verdadeiros lampejos de amor.
Era só uma questão de alguns meses para que a recém-formada família Pellegrini Barzinni desse as boas-vindas à sua nova integrante, que se chamaria Isabella.
— Minha vida, amor... Valeria? — Perguntava Marco da porta.
O homem estava falando com ela há 5 minutos, mas a esposa não reagia, seu olhar estava fixo nas cinzas do avô.
— Desculpa! O que você estava dizendo? Falou comigo? — Disse Valeria, reagindo.
— Meu céu, o que está acontecendo? Eu estava falando com você há um tempão... — Perguntou Marco, curioso.
— Ai! Nada, coisas de mulher... Melhor dizendo, lembranças desta mulher que me enchem de nostalgia. O que foi, me diga?
— Escuta, falei com a Paloma e ela quer que a gente ajude com a questão de uma casa que eles viram em Solaria, quer que a gente peça para a corretora revisar e acertar os detalhes para comprar a casa de que gostaram na cidade de Solaria.
— Uau! Então, esses jovens estão mesmo falando sério sobre ir para Solaria?
— Claro, minha vida! Eles já selecionaram entre as 5 opções que o Enzo deu a eles com a ajuda do Gio.
— Com a sua ajuda certeira, eu suponho... — Disse Valeria, de forma irônica.
— O que posso dizer! Depois de ver que eles queriam saber se dava para comprar o castelo de Chapultepec ou Los Pinos... Eu tive que me intrometer e ajudá-los um pouco... Definitivamente, os Pellegrini trazem o exótico desde o nascimento.
— Ai, para! Enzo está entusiasmado para morar em um novo país e, bom, o exótico, eu acho, pelo que ouvi, vem do Teodore.
Você soube que ele comprou uma mansão enorme para a Fátima? Diana me contou que a Fátima ficou impressionada e preocupada, já que o lugar é gigantesco e ela não sabe por onde vai começar a limpar.
— Ha, esse Teodore, dá para ver que está louco pela esposa... — Disse Marco em tom zombeteiro.
— Eu acho que soa fofo. Digo, o homem passou a vida sozinho e posso te dizer que, só de olhar para ele, não nego que seja atraente para a idade, mas ele tem cara de poucos amigos.
— Você acha ele atraente? O Teodore? — Disse Marco, surpreso, colocando a mão na testa da esposa.
— Ai, para! Não seja exagerado, o homem tem o seu valor, é só que, na verdade, a cara e a voz dele são de poucos amigos. — Disse Valeria, tirando a importância do que acabara de dizer.
— Ei! A propósito, a Paloma chega hoje. Quer ir vê-los e aproveitamos para levar o Enzo? — Disse Marco, ansioso.
— Meu céu! Deixe-os chegar, eles ainda devem estar em lua de mel, deixe-os aproveitar o tempo livre, além disso, eu não vejo o Enzo reclamando, ele pode ficar em casa o tempo que quiser. — Disse Valeria, de forma tranquilizadora.
— Eu sei! Esse menino já parece mais nosso...
— Acostume-se, porque agora que todos viveremos em Solaria, com certeza, as coisas vão continuar iguais.
Celeste, ainda às vezes, se deixava surpreender pelas atitudes despreocupadas do homem que seria seu marido.
Era inevitável que, às vezes, ela comparasse o homem que tinha na sua frente com o que ela conheceu no passado. Basicamente, era como se ela estivesse com uma pessoa completamente diferente.
— Celeste... — Dizia o homem, enquanto atraía o corpo daquela bela mulher mais perto do seu. — Você precisa me entender, faz tempo que eu não posso ter você só para mim, sei que ainda não podemos fazer nada, mas eu só quero um tempo a sós com você. Por acaso eu não posso querer me aninhar com você enquanto nossas filhas dormem?
Eu também quero abraços e carinhos como os que você dá para as meninas...
— Pietro! Você está com ciúmes das nossas filhas?
— Devo confessar que em parte sim... Eu também preciso da minha esposa... Bom, da minha futura esposa... — Disse Pietro em um tom bastante estranho.
Celeste o olhou e aquele olhar de cachorrinho a conquistou.
— Deixa eu ver, o que você quer que a gente faça?
— Você quer mesmo que eu diga?
— Não! Não, eu já me arrependi de perguntar! Mas eu te digo uma coisa, não sei que tipo de contas você anda fazendo, mas, pelo que eu sei, minha quarentena acabou há uma semana... — Disse Celeste, olhando para o pobre homem na sua frente.
— É sério?
— Sim... Mas...
— Nenhum 'mas', você sabe o que é estar em celibato total por mais de um mês? — Disse Pietro e, em seguida, deu-lhe um beijo que prometia ir além de ser um simples beijo.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Prometo te amar. Só até ter que dizer adeus