Agora, a parte complicada de tudo isso era que ela precisava conversar com o pai sobre a sua decisão. Ele, como pai dela, sabia que não reagiria bem, mas ele tinha que entender que ela não queria que a filha um dia se visse na situação em que Paolo se encontrava agora.
Com todo o tumulto do casamento que havia sido celebrado na casa do avô, ela sabia que todos estavam dormindo e muito cansados.
Certificando-se de que Adele estava bem e aconchegada, ela saiu do quarto, incapaz de voltar a dormir. Dirigiu-se à cozinha para beber um copo de água, sabendo que, se já tinha marcado de se encontrar com Adrien naquele dia, a conversa de pai e filha deveria acontecer logo nas primeiras horas.
Ao chegar à cozinha, deu de cara com a pessoa com quem precisava falar: Massimo, tomando uma xícara de café. Estava perdido em pensamentos, era evidente que não tinha dormido bem, mas não queria incomodar Diana. A mente dele estava submersa no que viria agora que o casamento de Aploma havia passado.
— Papá… — Disse Laura, tirando-o do devaneio.
— Laura, filha… O que houve?
— O que você está fazendo acordado tão cedo?
— Nada, minha menina… só queria um momento para tomar meu café…
— Isso é uma grande mentira, pai… Você adora o caos que o Maurizio, o Enzo e o Paolo causam, até curte quando a Adele se junta a eles…
Massimo sorriu. Era verdade, ele adorava ter barulho em casa, não importava se eram portas batendo por causa de alguma discussão entre Maurizio e Paolo, ou os gritos de Adele quando acordava de mau humor. Até mesmo quando Enzo visitava Maurizio e os dois corriam pela casa; todo aquele caos que enlouqueceria qualquer um parecia não incomodá-lo.
— Você me pegou na mentira… Estava pensando no Paolo e no pai dele…
— Estamos na mesma…
— Por isso você está acordada tão cedo depois de uma noite agitada?
— Sim… Fiquei pensando na Adele e no pai dela…
Massimo virou-se para a filha, e ela estava bebendo na mesma xícara de café que ele.
— Laura?
Laura olhou de soslaio para o pai e disse:
— Papá… Temos que conversar…
— Adrien viu Adele um dia em que saí com os rapazes. No outro dia, encontrei com ele quando fui comprar o vestido que usei ontem. Eu fui taxativa na questão de ele conhecer a minha filha, mas ontem à noite, fiquei pensando nisso e cheguei à conclusão de que não quero negar esse direito à minha filha.
— Filha… Por que você não me disse nada antes?
— Papá… você estava ocupado e eu, não quero que a minha filha viva o que estamos vivendo agora com o Paolo. Quero que ela conheça o pai e, se alguém tem que formar uma ideia de quem ele é, essa pessoa deve ser ela. Eu não tenho que contar a minha versão, ela deve formar o próprio critério sobre o pai dela…
A questão do “Por que não estamos juntos?”, essa sim, eu contarei a verdade, mas isso será quando ela for maior e puder entender melhor as coisas.
Massimo escutava a filha atentamente e não podia sentir-se mais orgulhoso dela. A filha dele, curiosamente, estava vivendo a mesma coisa que ele e ela já tinha uma solução para cortar o mal pela raiz naquela situação incômoda.
— Filha… Se essa é a sua decisão… Vá em frente. Só te peço uma coisa, eu também quero conversar com Adrien. Se esse rapazinho quiser estar na vida da minha neta, ele antes deve falar seriamente comigo. De acordo?
— Totalmente, eu jamais negaria essa oportunidade a você. — Disse Laura, com uma risadinha cúmplice.
Massimo estava surpreso, já que a filha lhe havia dado uma lição sobre o que ele precisava fazer com Paolo.
Não havia dúvida de que, por baixo daquele toque de doçura de sua filha, escondia-se uma mulher forte e capaz de sair de qualquer situação.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Prometo te amar. Só até ter que dizer adeus