Tão logo saem os flamantes sogros, todos os olhares se fixam neles, para quase ninguém era segredo que, no passado, Marco quase queria matar Pietro, mas vê-los sair sorridentes e brincando, causou bastante comoção nos presentes.
— O quê? Aconteceu algo? — Disse Marco ao ver que todos os olhavam
— Não, meu céu... Não aconteceu nada... — Disse Valeria olhando-o tão logo chegou e tomou sua mão.
— Ei? — Disse Marco enquanto envolvia a cintura de sua esposa entre seus braços.
— Diga...
— Te disse que te amo?
— Não ultimamente! Diz você... Anda nervoso...
— Te amo minha vida! É minha vida, é meu tudo, é meu mundo! Sempre vou agradecer aquela garrafa de vinho que fez que você e eu estivéssemos juntos pela primeira vez.
— Marco...! — Disse Valeria, ficando completamente vermelha.
Algo de tudo que conversaram Marco e Pietro ficou gravado: "A vida nos deu uma segunda oportunidade..." Aquilo era verdadeiramente certo.
Marco estava afundado em sua própria dor e miséria, sua vida havia terminado quando começava a decolar, mas Paloma e Valeria o haviam vindo resgatar.
Por outro lado, Pietro chegou até onde estava Celeste, que acabava de ir por outro pedaço de bolo.
— Como estão as pequenas? — perguntou a mulher enquanto estendia a colher com um pedaço em direção à boca de Pietro.
— Bem! Elas estão bem! Você, como está?
— Sinceramente?
— Sim?
— Preciso de férias, preciso um dia ir me jogar na praia, sentir e escutar as ondas do mar... — Disse Celeste, fechando os olhos e imaginando aquilo. — Mas me conformo em dormir pelo menos uma hora mais.
— Ei...! Venha... Vamos caminhar... — Disse Pietro estendendo-lhe a mão para ajudá-la a se levantar.
Celeste... Sou seu e sei que você é minha, posso ver nesses olhos, posso ver neste sorriso e posso sentir nesta pele... Não preciso de minhas velhas lembranças, não, só preciso de você e de nossas filhas...
Não deixo de lado meu filho e meu neto, mas eles vão empreender sua nova vida e dou graças por isso. Eu também quero que empreendamos nossa vida, aqui ou Bassano, onde você escolher, aí será nosso lar...
Celeste o olhou, seus olhos estavam inundados de lágrimas, não queria chorar em um momento tão importante como esse, mas não podia evitar.
Montes de lembranças chegavam à sua mente, se Pietro acreditava que ela poderia sentir falta do velho "ele", estava muito enganado. Estes meses ao seu lado, embora no início tivesse dúvidas, estava claro que o homem que tinha diante de si as havia conseguido dissipar.
— Deus! Espero não arruinar, quer... Quer passar o resto de minha vida comigo? Digo, já não sou um jovenzinho, mas sei que ainda me restam alguns aninhos...
— Sim...! Sim quero! Só uma coisa... — Disse Celeste olhando-o nos olhos.
Pietro sentiu um calafrio percorrê-lo dos pés à cabeça.
— Sim... Diga... — Disse tentando parecer seguro.
— Pietro Pellegrini, te amo e sim, se sou completamente sua e você, você é meu. Você e só você, o homem que tenho diante de mim é o único que importa, é o único que me apaixonou e, por Deus, jamais mudaria isto... Jamais te trocaria pelo Pietro do passado, definitivamente fico com o Pietro que despertou pensando que tinha 25 anos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Prometo te amar. Só até ter que dizer adeus