Depois de deixar Guadalupe aos cuidados de Pietro, a vovó Pellegrini estava voltando para a mansão de Massimo sabendo que uma grande discussão estava por vir.
Massimo, por outro lado, chegou à mansão:
— Emma, cadê a Guadalupe?
— Senhor, receio que chegou tarde demais, a senhora Caterina saiu com ela há uns 15 minutos aproximadamente. — Respondeu a governanta com tom nostálgico.
— Então você cumpriu mesmo, vó! Não sei por que me surpreendo que ela faça essas coisas, se eu a conheço tão bem!
— Me conhece tão bem que decidiu me desafiar?
— Vó, por que você levou a Guadalupe? Te disse que pra mim não era problema ela continuar aqui!
— Não gosto que você tenha algo meu que possa usar como moeda de troca. Além disso, Guadalupe vai estar muito melhor com seu irmão, Pietro é um homem mais tranquilo e vai poder cuidar melhor dela.
— Vai cuidar tão bem dela quanto cuida de si mesmo?
— Você sempre tão negativo! Se realmente se desse a oportunidade de se relacionar com seu irmão, não teria essa ideia tão errada dele. Mas não posso te obrigar a fazer nada que não queira, assim como você também não pode me obrigar.
— Pois não parece! Você quer me obrigar a afastar a Alessia de mim.
— Essa mulherzinha não mencione na minha frente, moleque insolente! — Disse enquanto acertava um tapa nele. — Tenho feito vista grossa pros seus casos com outras mulheres, mas essa mulher, não quero nem vou querer na família e você sabe disso, nunca foi segredo, mil vezes maldigo a amizade que existiu entre seu avô e a avó dela, pra não dizer o relacionamento que houve entre eles.
Massimo ficou paralisado por dois motivos, o tapa tão forte que sua avó tinha lhe dado e pela declaração que acabara de fazer. Sua avó nunca tinha dito nada sobre um caso, ele não conhecia essa faceta do avô Lorenzo Pellegrini, sabia que era um homem duro e rude, mas jamais imaginou que ele pudesse ser infiel à sua avó e menos ainda com a avó de Alessia. Essa declaração explicava por que ela era contra que alguém da família Amato trabalhasse na empresa.
— Vó, por que nunca tinha me contado isso?
— Moleque, eu não tenho que te contar minha vida. Só tem uma coisa que você deve saber, Guadalupe não é mais seu problema e você não vai vê-la de novo, Guadalupe não vai voltar pra você, não quero que você a use como moeda de troca novamente. E se insistir em manter essa mulher na empresa, decidi não colocar mais os pés nela, lembre que sou maioria e qualquer decisão que precise do meu voto a favor, não importa que seja pro bem da empresa, não vou dar.
— VÓ! Como pode ser tão insensata?
— Insensato é você! Que não é capaz de ver a dor que causa à sua avó!
— Vó, você não pode brincar com a empresa do seu jeito! Ela não tem culpa do que a avó dela fez.
— Ha, já disse o que tinha que dizer! Não vai me ver mais nas reuniões mensais, nem eventos da empresa, enquanto essa mulher estiver lá, esqueça sua avó e acionista majoritária. Aliás, está na hora de eu falar com seu pai e ele voltar dos anos sabáticos. Se possível vou indicar seu irmão pra ocupar a presidência, sei bem que você é um homem bom, duro e sábio como seu avô, mas Pietro também é bom nos negócios, poderia te dar a surpresa da sua vida se você se descuidar.
— VÓ! QUE DIABOS VOCÊ ESTÁ FALANDO? ESTÁ DIZENDO SÓ BESTEIRA! ELE NUNCA VAI SE COMPARAR COMIGO!
— Sua avó não é tão tonta quanto você pensa! Já te disse que Pietro não é o que você pensa e se continuar se achando "o grande senhor que pode fazer qualquer coisa", você pode levar uma grande surpresa.
— SE É ASSIM QUE QUER JOGAR! Posso fazer com que te declarem incompetente pra tomar decisões na empresa!
— Ai Massimo, acha que isso vai me deter? Eu sempre tenho um ás na manga, não tente jogar comigo. Embora agradeça que de uma vez por todas você esteja mostrando suas garras e me dando a cara que tanto temia que estivesse escondendo debaixo de tanta gentileza, o ruim é que você mostrou pra defender alguém que só vai trazer desgraças pra sua vida.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Prometo te amar. Só até ter que dizer adeus