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Prometo te amar. Só até ter que dizer adeus romance Capítulo 1

Depois de viver momentos de tensão, Diana e Celeste finalmente saíram da habitação, falar com Diana, relaxou um pouco Celeste, embora dentro dela, sabia que esta seria uma noite longa, seu coração lho dizia e entendia bem que esse nunca lhe falhava.

Ambas mulheres iam descendo as escadas que davam para a entrada principal, quando a campainha soou e o mordomo foi abrir. Celeste, por inércia, tomou a mão de Diana, a apertou, seus olhos se pousaram naquela grande porta finamente talhada, a mulher viu como apareceu uma alta, bela e imponente mulher.

As mulheres dentro da casa não precisavam que lhes dissessem quem era aquela mulher, sabiam perfeitamente bem de quem se tratava, Ekaterina Ivanov acaba de chegar.

Aquela mulher tinha uma beleza radiante e sofisticada que, apesar da idade, ainda era impressionante. Para trás tinha ficado aquela cabeleira ruiva e rebelde, hoje estava com um lindo cabelo loiro que ajudava a realçar a pele.

A presença de Ekaterina era magnética, sua elegância se lhe dava com naturalidade, seu rosto era harmonioso e delicado, seus olhos grandes e expressivos, de uma cor que variava entre o verde e cinza. Definitivamente, aquela mulher podia pôr vários homens a seus pés, já que contava com traços físicos muito delineados; nariz fino, lábios ligeiramente grossos, pernas longas e curvas bem proporcionadas.

Celeste, como Diana, podiam entender por que Aldo contava com um muito bom aspecto, Pietro não era um mau partido e, agregado a Ekaterina, era fácil adivinhar que Aldo terminaria sendo um bom espécime.

— Boa noite... — Disse Ekaterina ao mordomo enquanto se retirava o casaco, deixando ao descoberto um requintado corpo curvilíneo e bem proporcionado.

— Boa noite, senhora Ivanov — Respondeu o mordomo com muita educação.

Diana puxou a mão de Celeste e a obrigou a descer, já que intuiu que a mulher poderia se ver tentada a voltar ao seu quarto.

— Boa noite... — disse Diana cumprimentando gentilmente a mulher para quem teve que olhar para cima.

Diana, com seus 1.60 metros, realmente se via diminuta em comparação com Ekaterina, se bem, Celeste era alta, não podia comparar-se com aquela mulher que bem poderia estar à altura de Pietro.

— Boa noite... — Disse Ekaterina sorrindo gentilmente e inclinando seu rosto para avaliar às duas mulheres que tinha frente a ela.

— Mãe! — Se escutou ao longe.

— Aldo! Minha vida! — disse Ekaterina mudando a expressão para uma mais amável. — Que alegria para os meus olhos, que puderam ver meu único e amado filho, agora posso morrer em paz... — disse a mulher enquanto levava uma mão ao peito e fechava os olhos, acrescentando drama à cena.

— Mãe, não seja dramática! Olha, te apresento... — Disse Aldo se aproximando e pousando sua mão no ombro de Celeste. — Ela é Celeste Massimp, a prometida de meu pai atualmente está grávida de gêmeos.

— Filho! Isso é evidente, não acredite que isso passe despercebido... Que descortesia a sua! Puras más práticas aprende seu pai. — Disse enquanto via seu filho com olhos pequenos, depois virou a ver Celeste, a observou com curiosidade. — Muito prazer, senhorita Massimp. — Disse enquanto estendia sua mão para saudá-la.

Celeste a olhou e um pouco envergonhada sorriu, estendeu sua mão, aquele aperto de mãos e beijou na bochecha, bastou para que Celeste se pusesse ainda mais tensa do que já se encontrava.

— É Massimo do norte de Valoria ou do sul de Valoria? Há um tempo conheci alguns Massimo no sul de Valoria... — disse Ekaterina observando atentamente a garota.

— Sou Massimp de Bassano... — Respondeu Celeste com intriga.

— Já vejo...

— Mamãe, acabou de chegar e já anda com suas perguntas, deixe que termine de te apresentar, ela é Diana Méndez, é a prometida de meu tio Massimo.

— Muito prazer, senhorita Méndez!

— O prazer é meu, é bom conhecer a mãe de Aldo... — disse Diana com muita franqueza.

— Você não é italiana, correto?

— Não, sou solariana... — Disse Diana com muita segurança.

— Bem, bem, é muita conversa na entrada, vamos passar para a sala. Aí estão o papai e o tio Massimo, ainda falta chegarem os meus sogros, não devem demorar. — disse Aldo interrompendo aquela pequena conversa.

Celeste se sentia tão pequena. Se no começo se sentiu bem e à vontade com sua roupa, agora duvidava do que estava vestindo, duvidava de si mesma e do que aconteceria naquela noite.

— "Esta noite é dos garotos" "Esta noite é dos garotos" — Se repetia Celeste mentalmente, uma e outra vez.

Uma vez que chegaram à sala, já se encontrava Massimo conversando com Pietro, Paloma falava com Laura enquanto a pequena Adele brincava com seu colar. Laura era bela, mas hoje luzia radiante com seu vestido justo cor azul elétrico, o que ressaltava a cor de seus olhos cinza esverdeados.

Pietro viu como Celeste entrava à sala em companhia de Diana, ao vê-la ficou sem palavras, sua futura esposa luzia verdadeiramente bonita, o vestido que levava posto ficava perfeito, ao ser tipo straples e levar o cabelo recolhido, lhe deixava ao descoberto seu pescoço e ombros, provocando nele uma estranha sensação.

Celeste o olhou e, ao estar tão concentrada na cena anterior, não pôde pensar em que essa olhada estava dirigida à mulher que vinha atrás delas.

Pietro se aproximou de Celeste e lhe disse:

— Olá, Ekaterina! — Disse Pietro estendendo sua mão.

Ela, por conseguinte, o atraiu para ele, lhe abraçou e lhe deu dois beijos, um em cada bochecha, aquilo, novamente, não passou despercebido por Celeste.

— É um prazer te ver novamente, Pietro, depois de tantos anos. Achei que nunca mais ia te ver... — disse a mulher de maneira educada e tranquila.

Pietro se pôs um pouco incômodo, até poderia dizer-se que nervoso.

— Ekaterina, ela é minha futura esposa e mãe de minhas filhas... — Disse Pietro puxando Celeste e pondo-a frente a ele.

— Oh, sim! Aldo já nos apresentou, Celeste é uma mulher encantadora, mas não perguntei: Que tempo tem de gravidez?

Celeste, um tanto incomodada, disse:

— Já quase vou fazer 7 meses...

— Nossa! Desfrute ainda seu tempo, porque uma vez fora essas pequenas, são meninas, verdade?

— Sim...

— Uma vez fora, dificilmente poderá voltar a dormir tranquila, agora é seu momento para desfrutar, depois virá o momento para cuidar. — Disse a mulher de maneira educada.

— Obrigada pelo conselho! Mas estou completamente segura de que essa etapa na vida de minhas filhas, a vou desfrutar ao máximo.

— Isso é bom! Aqui o importante é que esteja convencida de suas filhas, já que, daí, vem tudo, daí vem ele, como enfrente os desafios que aquelas pequeninas representam, o digo por ambas, Paloma, Celeste... Um bebê é um árduo trabalho, mas quando vês como crescem, te sente realmente agradecida... — Disse Ekaterina de maneira muito sincera.

Celeste via a mulher, sentia ciúmes, não sabia como explicar aquela sensação, era molesto, mas não entendia bem por quê, se a mulher realmente era passiva, era doce e encantadora.

Pietro só podia observar aquela cena, tentava conectar tudo, mas era óbvio que, por mais esforço que fizesse, não se lembrava de nada. Embora Ekaterina fosse a mulher que o enlouquecia, agora ele tinha alguém ao seu lado, e a mãe do seu filho praticamente representava o passado, algo de que não se sentia muito à vontade para lembrar.

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