Bernardo, impotente, não quis discutir com uma pequena bêbada. Mas sua aparência embriagada, tão adoravelmente ingênua e sedutora, era simplesmente...
“Ariane, se você se atrever a beber descontroladamente no futuro, você está encrencada.”
Seu tom não era particularmente severo, mas carregava uma autoridade imponente.
Ariane fez um biquinho e olhou para Bernardo com pena, seus olhos brilhando com umidade.
“Eu não bebi descontroladamente, eu só bebi porque sabia que você estava aqui...”
Cada palavra era uma justificativa. Bernardo simplesmente a pegou no colo, mas Ariane estava muito animada, recusando-se a ficar quieta em seus braços.
“Não pense que eu não sei o que você quer fazer. Bernardo, você é tão pervertido! Embora... uhm... eu também deseje o seu corpo...”
Bernardo parou de andar e olhou para a pequena criatura em seus braços. O que ela acabou de dizer? Desejava o corpo dele?
Seus olhos escuros fixaram-se no pequeno rosto corado.
“É mesmo? O quanto você deseja?”
Seu tom era sedutor. A mente de Ariane já estava confusa, e ela respondeu à pergunta de Bernardo.
“Logo que cheguei, tive um sonho... no sonho, você me agarrou e então...”
Bernardo agora entendia o quão terrível o álcool podia ser.
Ariane descreveu os detalhes de seu sonho para Bernardo.
“Uhm...”
“Então, hoje, seu sonho se tornará realidade.”
Bernardo sempre cumpria o que dizia, fazendo Ariane gemer e chorar até que, quando acordou no dia seguinte, ainda se sentia um pouco atordoada.
“Estou ferrada, estou atrasada para a aula!”
“Eu já pedi licença de meio dia para você.”
Bernardo falou calmamente, fazendo Ariane, que acabara de saltar da cama, voltar.
“Hã? Licença? Como você pediu licença?”
Ariane olhou para Bernardo, confusa.
Com a boca cheia, ela não poupou elogios. A bajulação nunca falhava; em suma, era só elogiar.
Ariane pegou os talheres e primeiro comeu um grande camarão com salada de wasabi. O sabor era tão bom quanto o de um chef, o wasabi na medida certa para realçar o sabor, a maionese rica, mas não enjoativa, e o camarão fresco e delicioso.
“Abra um restaurante, Sr. Salazar, este sabor é simplesmente divino!”
Bernardo cozinhou bastante, mas só comeu alguns dos pratos, evitando completamente os carboidratos.
Embora Ariane estivesse acostumada com seus hábitos alimentares, não pôde deixar de se maravilhar com o nível de autodisciplina dele.
“Você não sente vontade de comer carboidratos?”
“Estou acostumado.”
Bernardo empurrou o prato de macarrão com óleo de cebolinha na direção de Ariane, claramente preparado apenas para ela.
“Tudo bem, então não vou me segurar.”
Dizendo isso, Ariane devorou todo o prato de macarrão com óleo de cebolinha.
Comeu tanto que, quando foi para a aula à tarde, ainda se sentia um pouco cheia.

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