Carlos perguntou: — O representante dele tem autonomia pra tomar decisões?
O outro respondeu: — Decisões menores sim, as maiores ele vai entrar em contato com o chefe pra resolver.
Carlos perguntou novamente: — O que a gente vai discutir no encontro?
O outro disse: — Negócios, claro. Ele vai dizer o que ele quer e você vê se consegue entregar dentro do prazo que ele exige. Se conseguir, eles pagam um adiantamento.
Carlos perguntou: — Você não vai participar dessa negociação?
O outro respondeu: — Quem vai liderar dessa vez é você, justamente pra te ajudar a se firmar no Triângulo Dourado. Eu não vou me meter. Mas se der negócio, com certeza rola aquela comissão básica pra gente. Uma parte de cinco por cento de lucro pra cada um. É a regra.
Carlos: — Certo. E não acha que esse comprador pode ser um infiltrado da polícia brasileira?
O outro riu ao ouvir isso:
— Eles suspeitaram a mesma coisa de você. Chegaram a me perguntar se você era informante da polícia. Eles também tão cabreiros, já que você é novato na parada, e sem falar que seu braço direito, o Ivo, é filho de um herói da pátria.
— Não é só o comprador. Geral no Triângulo Dourado tá de olho vivo em você. Então trate essa negociação com seriedade: tem que dar certo, não pode falhar.
— Se der merda, ninguém mais vai ter culhão pra fazer negócio com você.
Carlos franziu o cenho levemente:
— Desde que a sua galera não atrase o meu lado, não tem com o que se preocupar da minha parte.
O outro disse: — Fechou! Então até às oito da noite.
A ligação encerrou novamente e Ivo, preocupado, disse:
— Não dá pra cometer nenhum erro e não podemos deixar que a droga entre de verdade no território brasileiro. E agora?
Com uma expressão tensa, Carlos respondeu:
— Vamos voltar lá e bater um papo com o Capitão Lima. Precisamos planejar uma estratégia primeiro.
Ivo assentiu: — Beleza.
Os dois voltaram ao território de Faria, e o Capitão Lima, surpreso, perguntou:
— Por que já estão de volta?
Ivo respondeu: — Tem novidade na área.
Os três se trancaram no escritório para conversar. O Capitão Lima franziu a testa após ouvir tudo:
— Será que isso não é uma armadilha armada de propósito pra vocês? Será que o tal comprador não são eles mesmos?
Carlos disse: — É possível.
O Capitão Lima enrugou a testa:
— Isso é complicado. Se for realmente uma arapuca deles com a intenção de derrubar o Sr. Belo, vai ser quase impossível resolver as coisas numa boa.
— Mas seja lá o que acontecer, não podemos correr o risco de transportar droga pro território brasileiro. Esse é o limite, nossa regra inegociável.
Carlos assentiu: — Entendido.
O Capitão Lima suspirou ansioso:
— Mas se você quiser ganhar a confiança dessa rapaziada no Triângulo Dourado, essa negociação não pode dar errado. Tem que ser um sucesso absoluto!

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
A narrativa esta cansativa, toda hora surgem novos personagens mais a estória nao tem evolução e sempre o mesmo e só voltas e voltas sem desenvolvimento uma pena e um enredo interessante mas esta cansativa e longo demais...
nao tem mais ninguém lendo este livro. se nao tiver final nao leio mais livros ....
nao vao colocar maiis capitulos...
vão colocar final...
uma semana sem capítulos asim fica difícil...
nossa quando vão colocar os capítulos.e dar final....
nao estraguem o livro com estas gírias por favor...
nao gosto deste jeito de escrever.e ridículo...
ta demorando muito pra querida dar uma surra daquela olegaria .e está , Muller deve sr por isso que a sombra da isadora ta braba....
nao gosto desta linguagem .r ruim tao estragando o livro...