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Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos! romance Capítulo 4366

Bruno suspirou mentalmente. Só de ver a preocupação da cunhada com a mãe de Raulino, o cara devia ser grato a ela.

No futuro, se ele descobrisse o relacionamento dela com Carlos e ainda ousasse fazer algum mal à cunhada, seria muita falta de consideração!

— Vai lá fazer as suas coisas. Eu vou entrar pra medir o pulso da Velha Senhora — disse Carolina, virando-se e entrando no quarto.

A Velha Senhora ficou muito feliz ao vê-la.

— A Dra. Silva chegou! Sente-se aqui.

No dia anterior, quando Carolina foi examiná-la, ela usava o crachá de outra médica do hospital, uma garota que tinha o sobrenome Xu. Por isso, a Velha Senhora a chamava de Dra. Silva.

Carolina se aproximou sorrindo, e a Velha Senhora disse a Raulino:

— Essa Dra. Silva é muito gentil e muito competente. O Dr. Castro disse que ela é a melhor médica do hospital, alguém que as pessoas comuns não conseguem nem consultar.

— E foi a Dra. Silva que pegou o meu caso por vontade própria. Nós precisamos lembrar dessa bondade. No futuro, quando você for alguém na vida, não deixe de agradecer muito à Dra. Silva...

Raulino assentiu, olhando para Carolina e dizendo:

— Obrigado por tratar a minha mãe. No futuro com certeza vou retribuir o favor.

Bruno franziu a testa levemente enquanto olhava para Raulino. Esperava que essa frase ficasse gravada na mente e nos ossos dele, e que ele não esquecesse!

Bruno pegou o celular e foi para um canto ligar para Carlos.

A ligação foi primeiro para a delegacia, e alguém levou o telefone até Carlos para que ele atendesse.

Bruno contou sobre a briga de Raulino e depois disse:

— Isso calhou de acontecer bem na frente da cunhada. Ela levou ele pro quarto e tratou do ferimento. Enquanto conversavam, o Raulino não parava de falar em bater e matar, sem o menor respeito pela lei. A cunhada ficou chateada e quer passar ele pro velho Sr. Prado.

Carlos franziu a testa:

— ...

Bruno emendou:

— A cunhada também perguntou se, depois de amanhã, no quinto dia do Ano Novo, dia de despedir o deus da riqueza, você vai conseguir voltar pra casa?

Carlos respondeu:

— Vou.

...

No dia seguinte, quarto dia do ano.

O escândalo de Carlos e a Família Erman continuava a crescer.

Aqueles estrangeiros que tinham preconceito com o Brasil aproveitaram a oportunidade para espalhar desinformação na internet.

Eles pararam de atacar só Carlos e começaram a atacar os brasileiros de modo geral.

Foi mais absurdo do que a vez em que alguns do outro lado do oceano disseram que "a Capital não tem geladeira", reduzindo o Brasil e os brasileiros a pó.

Muita gente dizendo que os brasileiros não eram bondosos, que eram sanguinários, belicosos e monstros.

Obviamente, os brasileiros e quem tinha um pingo de afinidade com o país não aturaram isso, e começaram a contra-atacar furiosamente na rede.

As duas partes brigavam sem parar.

À tarde, logo após o almoço, um policial de plantão entrou de repente na sala para procurar Carlos.

Ele segurava um celular.

— Sr. Belo, telefone pro senhor.

Carlos perguntou:

— De quem?

O policial de plantão respondeu:

— Do Sr. Macedo.

Carlos atendeu. Do outro lado da linha, veio uma voz estranha, porém familiar.

— Olá, Sr. Belo. Aqui é o Bruno Macedo.

Carlos apertou os lábios. No mesmo instante sacou que eram eles.

O fato de conseguirem ligar para aquele ramal não o surpreendeu.

O homem na linha falou:

O invasor respondeu:

— Sim, já escolhemos.

Carlos perguntou:

— Quem é?

O invasor falou:

— Eu perguntei primeiro. Me responde primeiro, e logo em seguida eu te conto.

Carlos ficou em silêncio por alguns segundos.

— Porque eu queria ver quem mais saltaria como palhaço à minha volta. Se não acontecesse nada comigo, eles não apareceriam. Mas com o meu tropeço, eles pularam todos juntos. Assim eu pego todos de uma vez.

— Eu também queria que todas as forças que seguem vocês vissem isso. Eles são apenas peças no tabuleiro. Peças que podem ser descartadas a qualquer momento.

O invasor ficou paralisado por alguns segundos.

— O fato da Família Erman afundar é culpa sua. O que a gente tem a ver com isso?

Carlos retrucou:

— Se eles tiveram coragem de fazer essa aposta comigo, significa que estavam confiantes na vitória. Quem deu essa confiança a eles?

O invasor franziu a testa, ficou em silêncio de novo por um instante e disse com a voz fria:

— Você tá tentando causar discórdia!

Carlos:

— Uma grande represa desaba por um formigueiro.

O invasor:

— Venenoso.

Carlos:

— Na guerra, toda estratégia é válida. Pronto, agora é a sua vez. Quem vem negociar comigo dessa vez?

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