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Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos! romance Capítulo 4364

O homem gritou de dor:

— Ah! Ah!

Raulino não parou por aí. Prensou o cara no chão e começou a bater.

Seus punhos eram como marretas, cada soco mais forte que o outro. Em questão de minutos, o rosto do homem estava inchado, roxo e coberto de sangue.

— Raulino! — Carolina correu na direção deles.

Os seguranças do hospital correram junto com ela.

Raulino tinha muita força. Dois seguranças levaram um tempão até conseguirem puxá-lo de cima do cara.

A equipe médica logo se aproximou para checar os ferimentos do homem.

Raulino ficou parado ao lado, ofegante e com a cara fechada.

Carolina franziu a testa, olhando para ele:

— O que aconteceu?

Raulino virou o rosto para Carolina com a testa franzida.

Ele estava com um olhar tão gelado que fez o coração de Carolina dar um pulo.

Mas Raulino logo a reconheceu e disse:

— Eles amaldiçoaram o meu melhor amigo. Eu vou matar esses dois!

Carolina franziu a testa. Não discutiu sobre quem estava certo ou errado, focando em acalmar a situação primeiro. Perguntou em voz baixa:

— Você se machucou?

Raulino balançou a cabeça.

— Não.

Carolina olhou para a mão dele.

— Tá machucado aí, deixa eu ver.

Raulino hesitou, mas levantou a mão.

Carolina disse:

— Vai precisar dar ponto.

Raulino não deu a mínima:

— É só um arranhão, não precisa fazer nada.

Carolina insistiu:

— É melhor dar uma olhada, pra não infeccionar. Você ainda tem que cuidar da sua mãe. Se quer melhorar rápido, vai cuidar disso.

Os lábios de Raulino se moveram, ele assentiu.

— Tá bom, você que manda.

Carolina virou para os seguranças e a equipe médica e disse:

— Vou levá-lo pra tratar o ferimento. Levem esses dois cavalheiros pra receberem atendimento também. Qualquer problema, mandem o Nathan Castro me procurar lá em cima.

Os seguranças e a equipe do hospital da família Castro conheciam Carolina e concordaram:

— Certo.

Carolina levou Raulino de volta para o quarto e ela mesma desinfetou e suturou o corte.

Assim que terminou, Bruno Macedo, que ficou sabendo do burburinho, entrou correndo no quarto.

Logo que entrou, ele perguntou:

— O que foi que aconteceu?

Bruno tinha acabado de voltar da delegacia. Antes mesmo de chegar ao hospital, ouviu que Raulino tinha arrumado briga.

Ele chegou na pressa e ainda estava ofegante.

Carolina explicou:

— Saiu no soco com uns caras.

Bruno franziu a testa.

— Brigou por quê?

Raulino retrucou furioso:

— Eles amaldiçoaram o Carlos, não pude deixar passar!

Bruno e Carolina:

Raulino franziu as sobrancelhas:

— E o que você queria que eu fizesse? Eu não suporto ouvir falarem do Carlos na minha frente! Ninguém pode! Quem ousar amaldiçoar o Carlos, eu mato!

Carolina:

— ...Se acontecer de novo, conta pro Bruno ou pro Dr. Castro. Eles são amigos do Carlos e também vão dar um jeito.

Raulino lançou um olhar insatisfeito para Bruno.

— As coisas do Carlos eu resolvo. Não preciso que os outros se metam!

— E você aí? Que tipo de assistente você é pro Carlos, deixando os outros falarem dele pelas costas? É você que tá deixando isso acontecer? Gente assim tem que servir de exemplo! Matar um pra assustar mil! Se matar um, os outros ficam quietos logo!

Bruno:

— ...

Carolina franziu a testa.

— Matar é crime. Se você matar alguém por causa do Carlos, só vai manchar a imagem dele.

Raulino disse:

— Pessoas boas são pisadas. Se for bonzinho demais, os outros montam em cima!

Carolina explicou:

— Isso não é ser bonzinho, isso é cumprir a lei.

Raulino fez cara de desdém. Carolina o alertou:

— Da próxima vez, antes de agir por impulso, pensa bem na sua mãe.

Raulino juntou as sobrancelhas.

— O Carlos não me deixaria ir pra cadeia. Mesmo que eu quebre a lei, ele dá um jeito de me tirar de lá.

Carolina franziu o cenho.

— Você tem uma imagem sagrada demais do Carlos. Ninguém tá acima da lei. Não importa quem seja, quem cometer crime vai ser punido. Nem mesmo o próprio Carlos escapa disso!

— Se você realmente matar alguém, ninguém vai conseguir te salvar!

Raulino ficou de cara amarrada, moveu os lábios, mas não disse nada.

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