De repente agir com tanta educação deixou Nathan surpreso.
— ... Não precisa agradecer, eu sou médico, não deixo de me dedicar aos meus pacientes. Além disso, você é amigo do Carlos, é como se fosse da família.
Os lábios de Raulino se moveram, mas ele não disse mais nada e foi embora.
Nathan comentou: — Ele realmente não era flor que se cheire antes? Achei ele até educado, parece alguém com bons sentimentos.
Bruno: — ... Difícil dizer.
Os dois saíram do quarto de Raulino juntos e pararam na janela do quarto da senhora para espiar.
Raulino estava com os olhos vermelhos, debruçado ao lado da velha senhora, com a cabeça apoiada nas pernas dela, por cima das cobertas.
A velha senhora estava recostada na cama, acariciando suavemente o cabelo dele, com um olhar cheio de preocupação e carinho:
— O que foi, filhinho?
O velho senhor estava sentado do outro lado da cama, com as sobrancelhas franzidas, olhando para ele com inquietação.
Com a voz rouca, Raulino disse: — Tive um pesadelo.
A velha senhora perguntou: — Que pesadelo você teve?
Raulino soluçou: — Sonhei que a senhora tinha me abandonado.
A velha senhora: — Ah?!
Raulino explicou:
— Sonhei que estávamos num nevoeiro. A senhora andava sem parar pra frente, e eu tentava te seguir. A senhora andava muito rápido, eu corria o mais que podia e não te alcançava. Eu tentava te seguir e gritava seu nome, mas parecia que a senhora não escutava, só continuava andando pra frente...
— A senhora foi andando e, do nada, sumiu no meio do nevoeiro. Eu ajoelhei lá no meio e comecei a gritar bem alto, mas a senhora não apareceu. A senhora foi embora, me deixou lá sozinho chorando no nevoeiro, a senhora me abandonou.
Os olhos da velha senhora ficaram vermelhos.
— Menino bobo, como eu ia ter coragem de te abandonar, você é meu filho.
Raulino chorou em voz alta: — Eu tô com medo de que a senhora não me queira mais.
A velha senhora disse: — Isso não vai acontecer. Eu já te amo mais que tudo, como ia ter coragem de te largar? Que mãe larga o filho?
Raulino: — Não me deixa.
A velha senhora: — Tá bom, tá bom, a mãe não vai te deixar.
...
Bruno e Nathan observavam de fora da janela. Nathan comentou:
— É muito amor de mãe e filho. Ver pais e filho adotivos com tanto amor assim não é fácil.
Bruno estava com as sobrancelhas levemente franzidas e uma expressão complexa.
Ele estava vendo, na figura do Raulino, traços de humanidade...
Do outro lado.
Carlos mal tinha chegado à delegacia, e antes mesmo de descer do carro, recebeu uma ligação do velho Sr. Prado.
O Sr. Prado também ligou para o chefe de polícia.
O chefe de polícia fez igual da última vez: mandou o motorista estacionar, saiu do carro junto com ele e deixou Carlos sozinho lá dentro.
O Sr. Prado queria saber sobre o que aconteceu no hospital na noite anterior.
O Sr. Prado assentiu.
— Ele já chegou à delegacia. Eu contei pra ele a história do Afonso Pires. Ele quer conversar com você pessoalmente. Acho que esse é um bom momento pra tentar desvendar a história do Afonso Pires em segredo.
— Agora que todo mundo tá focado no caso de assassinato do Arthur, e eles estão 100% concentrados em forçar esse acordo, provavelmente não vão prestar muita atenção à família Pires. Essa é a oportunidade perfeita pra gente investigar o Afonso Pires.
Carlos: — ... Tá bom!
O Daniel havia dito antes que o Afonso Pires devia saber de algumas coisas.
No passado, eles escaparam juntos da base secreta daqueles caras. O Afonso Pires, que tinha servido de cobaia, estava lá antes do Daniel, e o que ele sabia também era muito mais do que o Daniel sabia.
Se ele realmente estivesse vivo, seria de grande ajuda para todos.
O Sr. Prado acrescentou:
— O Isaac é uma pessoa de confiança. Agora ele também faz parte da nossa equipe especial e sabe do caso da Cepa G-8. Você pode falar abertamente com ele, sem precisar esconder nada.
Carlos assentiu: — Tá bom.
Após desligar o telefone, Carlos estreitou os olhos e ficou pensando.
Quando ele chegou à delegacia, o chefe de polícia logo levou Carlos a uma sala de interrogatório particular.
Isaac já aguardava na sala de interrogatório.
O chefe de polícia informou: — Aqui não tem câmera, podem conversar à vontade.
Isaac se levantou para agradecer: — Obrigado.
O chefe de polícia disse: — Não há de quê. Podem conversar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
A narrativa esta cansativa, toda hora surgem novos personagens mais a estória nao tem evolução e sempre o mesmo e só voltas e voltas sem desenvolvimento uma pena e um enredo interessante mas esta cansativa e longo demais...
nao tem mais ninguém lendo este livro. se nao tiver final nao leio mais livros ....
nao vao colocar maiis capitulos...
vão colocar final...
uma semana sem capítulos asim fica difícil...
nossa quando vão colocar os capítulos.e dar final....
nao estraguem o livro com estas gírias por favor...
nao gosto deste jeito de escrever.e ridículo...
ta demorando muito pra querida dar uma surra daquela olegaria .e está , Muller deve sr por isso que a sombra da isadora ta braba....
nao gosto desta linguagem .r ruim tao estragando o livro...