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Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos! romance Capítulo 4347

Carlos semicerrou os olhos e respondeu:

— Ele é alguém importante.

Bruno ficou surpreso. Poucas pessoas recebiam esse título de "alguém importante" vindo de Carlos.

— A gente tentou cavar o histórico e as informações dele de todos os jeitos, mas não conseguimos achar nada — comentou Bruno. — Carlos, você acha que ele é um figurão por causa do poder próprio dele ou por causa de quem tá por trás dele?

— Ele não é pouca coisa, mas o principal mesmo é quem tá por trás dele. No organograma daquela organização, ele deve tá no escalão mais alto.

Do contrário, ele não estaria por dentro de tudo.

E nem estaria vivo até agora.

— Tão poderoso assim?! — espantou-se Bruno.

Carlos murmurou:

— Quanto maior o poder por trás dele, melhor pra nós.

— Por ora, não precisamos fazer nada, ele mesmo vai vir atrás da gente. Se ele for te procurar depois, me avisa logo que eu falo com ele.

Pelo que Vega demonstrou hoje, ele não o rejeitava.

Quando se conheceram, Vega era inacessível, gelado igual o Ivo. Quase não falava.

Mas agora, toda vez que Carlos falava algo, ele respondia, o que já era prova de que Vega estava disposto a interagir com ele.

E isso era ótimo para os planos de Carlos.

Carlos soltou o ar devagar e virou o rosto para olhar Raulino, franzindo o cenho.

— O que a gente faz com ele? — perguntou Bruno.

Carlos ficou em silêncio por alguns segundos.

— Deixa ele ficar no hospital primeiro, vinte e quatro horas sob vigilância. Fiquem de olho em tudo que ele fizer ou disser. Se houver a menor suspeita, me avise na hora.

Bruno assentiu.

— Beleza. E você? Quando vai pra casa?

— Não tô com pressa, nós não temos pressa. Deixa eles ficarem ansiosos.

Bruno sabia que Carlos se referia àquele grupo, então concordou com a cabeça.

— Pode ficar tranquilo em relação à sua casa, a cunhada e o pessoal têm fé que você vai ficar bem. Eles tão bem calmos.

Ao ouvir o nome de Carolina, os olhos de Carlos amoleceram um pouco, e ele disse:

— Eles querem me recrutar. E sem dúvida vão dar um jeito de se aproximar da Carolina. Fica esperto com isso, tenta evitar que estranhos cheguem perto dela. Tudo que for possível evitar pra não arrastá-la pra isso, evite.

Bruno assentiu.

— Entendido.

— O histórico dos pais adotivos do Raulino já foi conferido direitinho? — indagou Carlos de repente.

— Já sim. Eles são pescadores de verdade, com um passado limpo, não devem nada. São simples, honestos e muito bondosos. Nesses últimos anos, criaram o Raulino como se fosse filho de sangue, trataram o cara muito bem.

— Pede pro Nathan cuidar deles direito, pra garantir que tenham uma passagem digna.

Não era por causa de Raulino, mas sim pela bondade que morava no coração daqueles idosos.

Seria como uma caridade.

Bruno concordou.

— Combinado.

De repente, Carlos se lembrou do Dante.

— E a pessoa que a Fausta trouxe lá da Cidade M, como ele tá agora?

— Se não tem jeito, é melhor mandar ele de volta pra Cidade M.

O velho médico arregalou os olhos chocado.

— Hã?

Carlos continuou:

— Eu conversei com a Fausta pra entender a situação do Dante e nem ela sabe o que fazer, quanto mais os outros médicos que nem conhecem rituais desse tipo. Eles nem sabem por onde começar.

— É melhor que vocês voltem pra Cidade M. Vão atrás dos velhos mestres que têm mais experiência. Quem sabe eles não conseguem dar um jeito nele.

O velho médico ficou boquiaberto por um tempão e disse logo:

— De jeito nenhum! Só a Senhorita Melo pode salvar ele. Se nem a Senhorita Melo der conta de salvá-lo, muito menos o restante do povo! Por isso a gente não vai embora. Não dá pra ir.

Carlos apertou os olhos.

— Mas a Fausta também não sabe o que fazer. Vocês vão ficar aqui de braços cruzados esperando a morte chegar?

O médico fechou a cara.

— A Senhorita Melo com certeza vai dar um jeito — disse ele de cara feia, logo emendando. — Será que o tratamento do hospital não é caro demais? Quando ele acordar, a Senhorita Melo pode cobrar a quantia que for dele. Certeza de que ele tem algo que interessa à Senhorita Melo.

— Você entendeu mal. Não tô ligando pra essa mixaria do hospital. Se ele é amigo da minha filha, eu quero mais é ajudá-lo. Falei pra voltarem pensando no bem dele.

Antes que o velho médico abrisse a boca de novo, Carlos foi logo dizendo:

— Vamos aguardar mais alguns dias. Se ele continuar do mesmo jeito, vou arranjar alguém pra mandar ele embora.

Dizendo isso, ele deu as costas e foi embora.

O velho médico olhava para a sua silhueta com a testa enrugada.

Depois que saíram do quarto, Bruno perguntou baixinho:

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