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Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos! romance Capítulo 4341

Carlos fungou e balançou a cabeça.

— Não tô sentindo nada.

— Não sentiu mesmo? — perguntou Raulino.

Carlos assentiu.

— Uhum, meu nariz tá entupido.

Raulino franziu as sobrancelhas, cheio de preocupação.

— Tá tão mal assim?

— É coisa leve, só que o nariz entupiu.

Raulino soltou um suspiro de leve.

— Que dó de você!

Carlos sorriu.

— Sou homem, febre e dor de cabeça não é doença.

— Você adora se fazer de forte — retrucou Raulino. — Não precisa disso na minha frente. Mesmo que fique todo frágil, eu não vou rir de você.

— Fica tranquilo — respondeu Carlos. — Mesmo que você fique frágil, eu não vou ficar. Eu tenho uma saúde de ferro.

Ambos eram bem jovens na época. Apesar de ter uma personalidade fria, Carlos também brincava e ria com Raulino.

O jeito que Raulino tratava o Carlos era diferente do Bruno e do Ivo.

Bruno e Ivo o viam como um irmão, mas também o tratavam como chefe.

Na frente dele, os dois ainda mantinham certa formalidade.

Mas com o Raulino, ele ficava à vontade, falava de tudo.

Quando conversavam, era como Carlos e Mateus Alves hoje em dia: podiam tirar sarro um do outro.

Depois de trocarem algumas brincadeiras, Raulino perguntou animado:

— Adivinha o que eu trouxe pra você?

Carlos estreitou os olhos.

— Você mandou eu cheirar agora pouco, então é comida.

— Você é bom mesmo. Acertou de primeira. Então tenta adivinhar o que foi que eu trouxe.

— Não faço ideia.

— Tenta adivinhar — insistiu Raulino.

— Não consigo.

Raulino fez bico.

— Ah, não corta o barato, chuta alguma coisa.

— Batata-doce assada?

Raulino balançou a cabeça.

— Não.

— Maçã?

— Também não. Eu detesto fruta, acho que essas coisas nem têm nutrientes.

— Milho?

Raulino balançou a cabeça de novo.

— Não, não. Grãos são tão sem nutrientes quanto frutas!

— Pão no vapor?

— Não!

— Só pode ser ovo.

O treinamento na época era muito rígido, ficavam longe da área de convivência, e não tinham como comer ovos todos os dias.

Mas Raulino balançou a cabeça outra vez.

— Não, não. Adivinha de novo.

Ele usou uma das folhas para proteger a mão e arrancou uma coxa grande de frango, oferecendo para Carlos.

— Como eu sei que você gosta de limpeza, lavei umas folhas pra trazer. Come logo.

Carlos olhou para a coxa de frango e perguntou:

— De onde você tirou esse frango?

— Isso não é importante, come logo.

Carlos começou a ficar inquieto.

— Nosso treinamento dessa vez é secreto. A área de treinamento fica muito longe do alojamento, é difícil fazer compras e não tem essa opção, a gente tem que se virar na montanha. De onde veio esse frango?

— Achei na montanha por acaso, peguei e assei pra você.

— Raulino, fala a verdade.

— ... Tá bom, tá bom, eu te falo a verdade. É da avó Barbosa. Ela soube que você tava doente e ficou com pena, me deu um frango pra eu cozinhar pra você.

Carlos ficou desconfiado.

— Como a avó Barbosa soube que eu tava doente?

— Não sei quem contou pra ela. Hoje quando passei pela casa dela, ela me parou de propósito pra perguntar de você.

— E o que você foi fazer na casa da avó Barbosa?

— Fui tentar pescar peixe pra você e passei por lá.

Perto da casa da avó Barbosa realmente havia um rio, que tinha peixes o ano todo.

Carlos ainda meio desconfiado perguntou novamente:

— Esse frango foi a avó Barbosa que te deu?

Raulino assentiu.

— Foi sim. Você sabe, a avó Barbosa gosta muito de você, te trata como se fosse neto dela.

— E por que ela te deu isso de noite?

— Ela me deu no final da tarde, mas como tinha muita gente, eu fiquei com medo de você quase não conseguir comer se eu assasse naquela hora, então guardei de propósito pra assar quando todo mundo fosse dormir.

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