O velho senhor e a Velha Senhora olharam para Carlos Belo com expressões complexas.
Embora tivessem vindo de uma pequena vila de pescadores e não tivessem muita experiência de mundo, sabiam quem era a pessoa à frente deles.
Acabaram de ouvir: era o magnata brasileiro!
A pessoa mais rica do país!
Olhando os calos nas mãos de Carlos, ficava claro que antes do acidente ele fazia trabalho pesado. Como poderia conhecer uma pessoa tão importante?
Além disso, se eles realmente fossem irmãos, por que o outro o olhava sem dizer nada?
O velho senhor e a Velha Senhora não acreditaram no que Raulino Soares disse. Os dois se agacharam no chão e disseram:
"Carlos, você se enganou de pessoa."
"Companheiro policial, por favor, soltem meu filho. Ele realmente não veio causar confusão. Nós somos de uma pequena vila de pescadores e viemos aqui para ver um médico. Se não acreditam, podem investigar. Aqui estão nossos documentos."
O policial olhou os documentos dos dois idosos e levantou Raulino Soares:
"Vão lá pra dentro esperar um pouco. Assim que confirmarmos que ele não tem problema, nós o soltaremos."
A Velha Senhora, com os olhos vermelhos, disse:
"Esse menino realmente não é mau, por favor, acreditem na gente. Buááá. Ele é tão filial e bondoso, não é um menino mau. Ele não tem coragem nem de matar um peixe, não ofendeu vocês de propósito. Buááá..."
Vendo a situação, o policial tentou acalmar a senhora:
"Não fique nervosa. Não dissemos que ele fez algo mau, estamos apenas fazendo uma investigação de rotina. O comportamento dele agora já pode ser considerado uma interferência no nosso trabalho, com certeza temos que investigá-lo."
"Pode ficar tranquila. Assim que esclarecermos tudo, vamos soltá-lo imediatamente. A senhora e o senhor podem ir esperar no saguão."
Os idosos foram levados para dentro da delegacia pelo policial, enquanto Raulino Soares, sendo controlado por dois policiais, ia logo atrás.
Raulino olhava para trás a cada passo:
"Não tenha medo, eu vou dar um jeito de tirar você daí."
Carlos Belo: "..."
Ele franziu a testa, demorando muito para se recuperar.
Essa pessoa era idêntica a Raulino Soares. Não, não apenas idêntica; era ele mesmo.
Mas suas ações e palavras eram diferentes do Raulino de antes.
Ele realmente tinha ficado bobo?
Quando Carlos Belo entrou na delegacia com os policiais, Raulino Soares já havia sido levado para a sala de interrogatório.
A Velha Senhora e o velho senhor estavam sentados, tensos, nas cadeiras do saguão, olhando ansiosamente na direção da sala de interrogatório.
Os dois idosos usavam roupas rústicas e tinham a pele bronzeada, resultado de anos expostos ao sol intenso na praia.
O comissário entrou após lidar com a multidão lá fora e perguntou em voz baixa:
"Qual foi a situação agora há pouco?"
Carlos Belo respondeu: "Um velho conhecido."
O comissário perguntou: "Vocês realmente se conhecem?"
Carlos Belo assentiu: "Uhum."
Mais de dez minutos depois, Bruno Macedo chegou à delegacia.
Carlos Belo já havia sido levado para uma sala separada, e Bruno Macedo também foi conduzido para a sala de interrogatório por outro grupo de policiais.
O assunto girava em torno de Carlos Belo e Arthur.
Carlos Belo conhecia o Arthur? Como se conheceram?
Eles já tinham se encontrado antes? Quando? E quando foi a última vez que se viram?
Bruno Macedo respondeu conforme as instruções dadas por Carlos Belo:
"Antes não se conheciam e não tiveram contato. Depois, quando o Arthur veio para o Brasil, procurou o Sr. Belo por conta própria. Não sei os detalhes do que conversaram. Depois disso, o Arthur foi para a Capital e eles não se encontraram mais."
"Ontem à noite, o Arthur ligou de repente para o Sr. Belo marcando um encontro. O Sr. Belo foi encontrá-lo com base na localização que ele mandou. Eu não estava junto, e também não sei sobre o que conversaram."
"Mas eu sei que é impossível o Sr. Belo ter matado o Arthur. Nosso Sr. Belo não comete crimes. Falando sério, ele valoriza muito a vida e não arriscaria a própria vida por causa dele."
Dois policiais conduziam o interrogatório: um fazia as perguntas e o outro tomava as notas.
O policial perguntou: "Você costumava ouvir o Sr. Belo falar sobre o Arthur?"
Bruno Macedo balançou a cabeça:
"Não ouvia. Fui eu quem ligou pra ele ontem à noite. Ele me disse que não estava em casa e que tinha ido encontrar o Arthur, mas não disse para quê."
O policial perguntou: "E depois? Você falou com o Sr. Belo novamente?"
Bruno Macedo disse: "Entrei em contato com ele antes de dormir. O tom de voz dele estava normal, não parecia de jeito nenhum alguém que tinha acabado de matar."
"..." O policial fez mais um monte de perguntas, e Bruno Macedo respondeu a todas de forma fluente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
A narrativa esta cansativa, toda hora surgem novos personagens mais a estória nao tem evolução e sempre o mesmo e só voltas e voltas sem desenvolvimento uma pena e um enredo interessante mas esta cansativa e longo demais...
nao tem mais ninguém lendo este livro. se nao tiver final nao leio mais livros ....
nao vao colocar maiis capitulos...
vão colocar final...
uma semana sem capítulos asim fica difícil...
nossa quando vão colocar os capítulos.e dar final....
nao estraguem o livro com estas gírias por favor...
nao gosto deste jeito de escrever.e ridículo...
ta demorando muito pra querida dar uma surra daquela olegaria .e está , Muller deve sr por isso que a sombra da isadora ta braba....
nao gosto desta linguagem .r ruim tao estragando o livro...