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Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos! romance Capítulo 4260

— Já entendi, tô indo pra aí agora.

Ele desligou o celular e foi até Hélder e Carlos:

— O pessoal da empresa tá me esperando pra uma reunião. Não vou poder ficar com vocês, a gente se encontra outro dia.

Hélder disse:

— Eu entendo, todo mundo fica ocupado no final do ano. Vai logo.

Sérgio disse:

— Tá bem corrido. Se o Ricardo não precisasse da minha ajuda, eu não teria conseguido sair de lá. Vou indo nessa.

Sérgio se despediu de todos e foi embora.

Hélder comentou admirado:

— O Sr. Alves mima mesmo o neto dele, né? Arruma tempo pra ele não importa o quanto esteja ocupado.

Renato disse:

— A família Alves também mima muito a Fausta.

Hélder:

— Pois é, isso que é amor verdadeiro. Aprendam com eles no futuro. Não pode só falar que ama, tem que agir e ser sincero.

Renato e a Sra. Henrique assentiram.

Valdeci também assentiu:

— ...

Ele estava parado um pouco mais longe, olhando para Ricardo, e pela primeira vez sentiu inveja.

Inveja de que ele pudesse fazer tanto alarde para entregar um presente para a Querida.

Inveja de que ele pudesse pedir abertamente um abraço da Querida.

Inveja de que ele pudesse demonstrar o seu amor de forma tão clara, e inveja dele viver em uma família tão boa.

Sem nenhum exagero, de todas as famílias ricas e tradicionais que conhecia, a família Alves tinha o melhor clima familiar!

Depois que o grupo apreciou o coral vermelho por um tempo, Carolina foi até o lado de Carlos e perguntou em voz baixa:

— Onde a gente vai colocar um negócio desse tamanho?

Carlos pensou um pouco:

— Pergunta pra Querida. É dela, ela que decide.

Carolina perguntou à Querida, e ela respondeu:

— Eu gostei muito. Quero colocar no meu laboratório.

Carlos não fez objeção e na mesma hora chamou o pessoal para levar a peça para o laboratório da Querida.

À medida que as crianças cresciam, o espaço de pesquisa que precisavam ficava cada vez maior.

Carlos havia construído um anexo isolado no quintal, onde não morava ninguém e nem recebia visitas, exclusivamente para as crianças fazerem pesquisas.

A Querida tinha um andar inteiro só para ela, totalmente equipado com os aparelhos mais avançados.

Só depois que o coral vermelho foi posicionado, o grupo voltou à sala para conversar.

Kátia disse à Sra. Henrique:

— Desculpa mesmo tomar o tempo de vocês. Nós não sabíamos que vocês viriam antes de chegarmos. Se soubéssemos, teríamos vindo mais tarde.

A Sra. Henrique disse de imediato:

— Que nada. Se vocês não tivessem vindo, nós planejavamos passar na casa da família Alves. Acabou que nos encontramos aqui, então nem vamos precisar ir. Não é à toa que todos dizem que o clima da família Alves é bom. Dessa vez eu vi com meus próprios olhos. Que inveja.

Kátia sorriu:

— É só porque a família Alves é pequena. Diferente da família Henrique, que tem muita gente e muitos negócios. É difícil de administrar.

Hélder disse:

— A quantidade de pessoas é uma coisa, a gestão é outra. A família Alves ainda é mais bem gerida.

Valdeci assentiu:

— Tá bom.

A Querida escreveu uma receita, pegou alguns ingredientes da Medicina Tradicional e preparou a medicação de Geraldo.

Ricardo parecia um chiclete. Se a Querida dava um passo, ele andava junto, o tempo todo colado nela.

Ele também estava muito disposto a pegar as coisas pra Querida. Aonde ela apontava, ele corria todo felizinho pra pegar.

Aonde a Querida apontava, ele ia.

Fazia tudo o que a Querida mandava.

De tempos em tempos, ele também perguntava:

— Você tá com sede?

— Você tá com fome?

— Você tá cansada?

O garotinho era como um filhotinho de cachorro; dócil e fofo na frente da Querida, sendo manso e adorável. Mas, quando virava a cabeça para olhá-lo, mostrava o seu lado mais feroz e ficava na defensiva.

Como se achasse que qualquer um pudesse roubar a Querida de perto dele a qualquer momento!

A Querida também o elogiava. Fazia cafuné para mostrar aprovação e, quando falava com ele, até o seu tom de voz ficava mais doce e infantil sem que percebesse.

Valdeci os observava. Ora achava o Ricardo um cara de pau, ora o achava prestativo, ora pensava que o amor dele pela Querida estava encravado nos ossos...

Na frente dos dois, Valdeci ficou meio sem jeito, não sabendo o que fazer.

A Querida não mandaria ele fazer nada, e não tinha nada para ele fazer ali.

Ele só ficou em silêncio ali do lado, olhando a interação dos dois. Não conseguiu dizer nada além de sentir inveja em seu coração.

Havia algumas coisas que não se podia conquistar só na base da inveja.

Neste mundo, só o Ricardo conseguia ser tão grudado e 'abusado' assim na frente da Querida.

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