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Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos! romance Capítulo 4250

Carolina: — ?

Ela olhou para Querida com dúvida, sem entender o que ela queria dizer.

Os olhos de Geraldo estavam puros, e ele assentiu várias vezes: — Hum!

Querida disse: — Você tem que confiar na gente. Nós somos boas pessoas e não vamos te fazer mal. Se achar que não deve contar pra nós, pode falar com o Valdeci. Ele é muito bom nisso e com certeza pode te ajudar.

Geraldo: — Valdeci, bom! Muito bom!

Querida sorriu.

— Isso mesmo, o Valdeci é muito bom. Agora é hora de descansar. Vou te dar uma injeção pra você dormir um pouco, tá bom?

Geraldo encolheu o pescoço: — Dói. Injeção dói.

Querida disse: — Vou bem devagarinho.

Geraldo franziu a testa, hesitou por um momento e estendeu o braço para Querida: — Devagarinho.

Querida assentiu: — Uhum.

Pouco tempo depois, Geraldo pegou no sono.

Querida olhou para ele e soltou um longo suspiro.

Carolina perguntou: — Por que demorou tanto? Teve alguma complicação?

Querida balançou a cabeça: — Não, o tio Geraldo está se recuperando muito bem.

Carolina ficou surpresa.

— Se ele tá se recuperando bem, por que vocês demoraram tanto?

Querida franziu as sobrancelhas: — Eu fiquei encucada com uma coisa.

Carolina: — Hum?

Querida perguntou: — O avô Henrique e os outros estão lá fora?

Carolina assentiu: — Ninguém dormiu. Como você não saía, eles não sabiam o que tinha acontecido com o Geraldo e não tiveram coragem de voltar pro hotel.

Querida suspirou.

— Mãe, você não acha que tem alguma coisa estranha com o tio Geraldo?

Carolina perguntou: — O que seria?

Querida se aproximou do ouvido de Carolina e sussurrou algumas palavras.

Carolina ficou chocada: — Tem certeza?

Querida assentiu: — Sim! Tenho certeza, eu não me enganaria.

Carolina olhou para Geraldo com a testa franzida e uma expressão complexa.

Querida olhou para Geraldo e disse:

— Eu não sei o que ele está pensando. Mãe, acha que devemos contar ao avô Henrique e aos outros?

Carolina pensou por um instante e balançou a cabeça.

— Todo mundo tem os seus segredos. É bom ele ficar assim por enquanto, pelo menos ninguém vai querer machucá-lo, e isso facilita as coisas pra ele. Vamos esperar mais um pouco. Quando o corpo dele estiver totalmente curado, a gente avalia a situação.

Querida assentiu: — Tá bom.

Carolina acariciou gentilmente a bochecha de Querida.

— Foi difícil pra você, vamos. Vá explicar a situação para a família Henrique e, depois, trate de descansar. Virou a noite inteira acordada, coitadinha da minha menina.

— Foi muito duro pra você, Fausta. Tão novinha e virou a noite inteira. A tia nem sabe o que dizer, um "muito obrigada" parece tão pouco.

Querida disse: — Eu adoro os doces que a tia Henrique faz. Quando eu for para a Cidade G da próxima vez, você faz de novo pra mim, tá bom?

A Sra. Henrique ficou feliz ao ouvir isso.

— Não precisa esperar ir para a Cidade G, eu faço pra você hoje mesmo. Vá descansar e, quando acordar, vai poder comer.

Mas Querida balançou a cabeça.

— Não dá. A tia Henrique também ficou acordada a noite toda. Se não for descansar e for fazer doce pra mim, eu vou me sentir culpada e com pena de você. Deixa pra amanhã.

A Sra. Henrique acariciou o cabelo de Querida com muito mimo e olhou para Carolina.

— Me diz, como você tem tanta sorte? Essa criança é tão encantadora. Se ela fosse da minha família, eu acordaria sorrindo todos os dias!

Carolina sorriu: — Às vezes ela também apronta.

A Sra. Henrique disse: — E quando é que ela apronta? Vou ficar de olho, quando for aprontar, posso levar ela embora comigo? Eu ia adorar!

Carolina sorriu: — ...

Valdeci Henrique, que estava ao lado, hesitou por um momento, mas estendeu a mão furtivamente e puxou a manga da roupa de Querida.

Agindo às escondidas, como se fosse um ladrãozinho.

Sem entender nada, Querida virou-se para ele. Levantando o rosto e com os olhos bem abertos numa expressão inocente, perguntou:

— Valdeci, por que você tá puxando a minha roupa?

A Sra. Henrique e Carolina viraram imediatamente para encará-lo: — ?

O coração de Valdeci deu um pulo: — !

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