Tito parou atônito e virou a cabeça para olhar para Carlos.
Carlos estava mexendo a comida, como se estivesse perguntando à toa.
Tito pensou um pouco: — Eu não sei, você acha que eu mudei em quê?
Carlos virou a cabeça para ele, ficou em silêncio por alguns segundos e disse:
— Não tá tão saudável quanto antes, dá pra ver que passou muitas noites em claro. Também não tá tão alegre, e os olhos perderam o brilho.
Tito: — ...
Carlos perguntou:
— Tem ficado muito cansado por lá? Se estiver cansado, eu te arrumo outro trabalho. De qualquer forma, tem a equipe de arqueologia nacional por lá, as forças locais não ousariam aprontar. Ponho outro pra te substituir e você volta pra trabalhar na Cidade de Pão.
Tito balançou a cabeça:
— Não precisa, eu tô bem lá. E as noites em claro nem são por conta de trabalho, na maior parte do tempo eu fico assistindo minisséries, e acabo perdendo a hora. Vou tomar mais cuidado daqui pra frente.
Carlos não forçou e disse:
— A saúde é o que importa, seja qual for o momento, tem que colocá-la em primeiro lugar.
Tito assentiu: — Entendi, vou me cuidar mais.
Carlos voltou a perguntar:
— O trabalho por lá não tá indo bem ultimamente? Na última vez que voltou, você não tava assim.
Tito respondeu: — Tudo tranquilo. Não tô com muita energia porque fiquei doente e preso no quarto por uns dias. Acabei de melhorar.
Carlos olhou para ele com uma expressão complexa, desviou o olhar e disse:
— Se tiver qualquer coisa, me fala. Não guarde tudo pra você.
Tito assentiu: — Tá bom.
Carlos continuou: — Ainda lembra das palavras que falamos de joelhos na frente da estátua de Guan Yu quando tínhamos dez anos?
Ouvindo isso, Tito teve um flash de lembrança na mente.
Aos dez anos, eles escapuliram para pegar peixes no rio e acabaram achando uma estátua de Guan Yu afundada na lama.
Animados, tiraram a estátua do lamaçal e a lavaram com água limpa.
Depois disso, compraram incenso e todos se ajoelharam na frente de Guan Yu para jurar:
Com Guan Yu como testemunha, nós nos tornamos irmãos de sangue por livre vontade. De hoje em diante, compartilharemos das bênçãos e das desgraças. Quem quebrar a promessa será um traidor e terá um fim ruim!
A cena deles jurando, se curvando, bebendo água e sorrindo uns para os outros passou pela cabeça de Tito.
Seu nariz começou a arder e sua garganta travou.
Depois de um bom tempo, Tito respondeu: — Lembro sim.
Carlos disse: — Que bom que lembra. Sendo irmãos, temos que dividir as vitórias e as derrotas. Se precisar de algo, só falar com a gente, assim como a gente não hesitaria em te pedir.
Tito respirou fundo e assentiu: — Entendi.
— Caio. — Carlos o chamou de repente.
Tito ergueu a cabeça e, no momento em que seus olhos se encontraram com os de Carlos, as lágrimas quase caíram.
Carlos ficou o encarando, franziu a testa, depois desviou os olhos e voltou para o que estava fazendo.
Com os batimentos cardíacos irregulares, Tito perguntou tentando sondar:
Ele saiu com a comida e Bruno gritou perguntando:
— Já tá servindo?
Tito respondeu alto: — O Carlão disse que já pode comer.
Bruno deixou o que estava fazendo nas mãos dos seguranças e foi até Tito:
— O Carlão precisa de ajuda ainda?
Tito respondeu: — Só falta levar os pratos, o Carlão preparou várias coisas, e ainda tem fruta.
Bruno disse: — Vamos, eu te ajudo a levar.
Os dois entraram na cozinha, Carlos tinha acabado de apagar o fogo, o último prato estava pronto.
Bruno farejou: — Só de olhar já dá pra ver que tá bom.
Tito brincou: — Você fica com o Carlão todo dia e ainda cobiça isso? Não era eu que não venho em casa há anos que devia cobiçar?
Bruno explicou: — Cê não sabe, faz muito, muito tempo que eu não como a comida do Carlão. Agora ele só cozinha pra esposa, os outros não comem.
Tito abriu um sorriso: — Então você quer dizer que, no coração do Carlão, eu tô no mesmo nível que a esposa?
Bruno revirou os olhos:
— Lógico que é diferente. O Carlão não dorme abraçado com você e você também não vai dar a ele um menino nem uma menina.
Carlos apertou os lábios: — Para de graça! Peguem logo isso e chamem a galera pra comer.
— Deixa com a gente. — Bruno e Tito saíram rindo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
A narrativa esta cansativa, toda hora surgem novos personagens mais a estória nao tem evolução e sempre o mesmo e só voltas e voltas sem desenvolvimento uma pena e um enredo interessante mas esta cansativa e longo demais...
nao tem mais ninguém lendo este livro. se nao tiver final nao leio mais livros ....
nao vao colocar maiis capitulos...
vão colocar final...
uma semana sem capítulos asim fica difícil...
nossa quando vão colocar os capítulos.e dar final....
nao estraguem o livro com estas gírias por favor...
nao gosto deste jeito de escrever.e ridículo...
ta demorando muito pra querida dar uma surra daquela olegaria .e está , Muller deve sr por isso que a sombra da isadora ta braba....
nao gosto desta linguagem .r ruim tao estragando o livro...