— O Valdeci é muito bonito, não é?
Rosa acenou com a cabeça e colocou a língua para fora.
Querida não entendia o que a cobra dizia, mas percebeu que ela também aprovava a beleza de Valdeci.
Querida sorriu, acariciou a cabeça dela e voltou para a mesa para continuar seu trabalho.
Valdeci abriu os olhos lentamente, olhou para ela com ternura por um momento e voltou a fechá-los.
O pesadelo começou...
Numa noite escura e chuvosa, ele, com doze ou treze anos, corria tropeçando para fora de uma cabana de madeira nas profundezas de uma floresta densa.
Mas, não muito longe dali, tropeçou num galho.
Tentou se levantar com dificuldade. Tentou várias vezes, caiu várias vezes até conseguir.
Segurando o peito e suportando a dor pelo corpo todo, ele continuou correndo.
Caía, levantava, caía de novo, levantava de novo.
Enquanto corria, olhava para trás. A floresta densa e aterrorizante o engolia na escuridão, com a névoa tão espessa que mal se viam as árvores.
O vento uivava, as sombras das árvores balançavam como inúmeras mãos tentando agarrá-lo.
A frente também estava envolta em névoa, sem caminho visível.
O medo conhecido atrás dele e o pavor do desconhecido à frente. Tanto recuar quanto avançar eram assustadores!
De repente, a risada zombeteira de um homem soou às suas costas.
— Seu ingrato desgraçado, nem repara em quem salvou sua vida. Nenhuma gratidão, seu parasita!
— Achou que podia fugir, seu moleque? Eu sou o dono desta floresta. Sem a minha permissão, ninguém sai daqui. E sem os meus suprimentos, você não tem forças pra fugir. Volte, só eu posso te salvar. Hahaha...
A risada do homem era sombria, como a de um demônio.
Valdeci tremia, ofegante, correndo com todas as suas forças.
Ele só queria fugir. Escapar do controle daquele monstro, escapar daquela floresta tenebrosa, daquele lugar que não lhe dava nenhuma sensação de segurança...
Mas, enquanto corria, pisou em falso.
— Aaaaah!
Acompanhado de seu próprio grito de terror, ele despencou num buraco escuro e profundo.
Sua perna quebrou e, por mais que tentasse, não conseguia ficar em pé.
Ele estava apavorado, inquieto, frustrado e desesperado!
Levado ao limite da raiva, ele gritava enquanto socava a própria perna machucada. O desamparo tomou conta dele...
Um feixe de luz de repente cortou a escuridão, mas não trouxe esperança, apenas aumentou o seu pânico!
Uma sombra alta surgiu na borda do buraco. O homem mirou a lanterna direto nos olhos dele.
Cego pela luz forte, ele não via o rosto do homem, mas podia imaginar o sorriso debochado.
O desespero o engoliu. Tudo girou e escureceu. Ele desmaiou.
Quando acordou de novo, estava de volta àquela cabana em ruínas que lhe causava tanto horror e repulsa.
O homem, com uma mancha preta acima da sobrancelha, vinha trazendo uma tigela de remédio.
Ele ficou apavorado. Tentou se debater para levantar, mas percebeu que os braços e as pernas estavam amarrados firmemente à cama.
Sem conseguir se soltar, ele só podia encarar o homem, ofegante.
O homem apertou os lábios, olhando para ele como se observasse um macaco acorrentado, com puro interesse.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
O autor deveria ver a linguagem com que escreve o livro, a escrita está como se estivesse num quintal a conversar com pessoas sem estudo. Quando se escreve um livro em que se vende tem que ter cuidado com a escrita....
Que língua é essa?...
quando vão liberar mais capitulos...
coloca os proximos capitulo...
Essa forma de pagamento é que dificulta yha 🤦♀️...
Acabou o livro?...
Não me diga que esse livro acaba aquiiii...
Gente cadê as atualizações? Já faz dez dias sem nada!...
Realmente da vontade de parar de ler, são dias sem atualização. Além da história estar empacada....
Genteeee o que aconteceu com as atualizações? Estamos sem atualização há dias. Muito desrespeito com o leitor...