Após um momento de silêncio, Cael se pronunciou.
"Deixaremos esses assuntos para depois. " Disse Cael. "A chegada de Fausta é motivo de alegria, então devemos nos alegrar e não estragar o ânimo dos jovens."
"... Sim. " Concordou Eudoro.
Ele não conseguiu conter sua curiosidade e fez mais uma pergunta.
"Quando o senhor o encontrou, a mesma situação ocorreu? "
Cael assentiu levemente.
"Pelo que sei, com exceção daquele desgraçado do Théo, todos que o encontraram até agora passaram por isso. " Respondeu ele.
A expressão de Eudoro tornou-se solene.
"Só há uma explicação para isso: ele carrega um veneno ainda mais letal consigo. " Analisou Eudoro. "Porém, ele não é um mestre de venenos, então como poderia possuir tal substância? E quão formidável esse veneno precisaria ser para alarmar o nosso Rei dos Venenos?"
"Isso é algo que também não compreendi. " Ponderou Cael. "Contudo, não há motivo para preocupação, pois somos aliados, não inimigos. Mais tarde, procurarei Zacarias para conversar e investigar a situação."
Eudoro soltou um longo suspiro de alívio.
"Tem razão, somos aliados e não inimigos. "
Enquanto falava, Eudoro virou a cabeça para observar Valdeci, que havia ficado para trás.
Ele havia recebido uma ligação repentina e estava ao telefone mais ao fundo.
"Diga-me, meu velho, você tem algum problema com o Sr. Henrique? " Indagou Eudoro.
Cael franziu o cenho.
"De onde você tirou essa ideia? "
"Eu não sou cego. " Retrucou Eudoro.
"... Foi tão evidente assim? " Murmurou Cael.
"Não foi muito óbvio, mas eu consegui perceber. " Explicou Eudoro. "Sou seu filho e o conheço bem."
Cael olhou para Valdeci por cima do ombro e soltou um suspiro.
"Não diria que tenho um problema com ele. " Confessou Cael. "Investiguei o passado desse rapaz e é impecável, além de ele ser excepcional; é um jovem com um futuro promissor."
Eudoro não compreendia.
"Se você o avalia de forma tão elevada, por que ainda tem ressalvas contra ele? "
Cael lançou-lhe um olhar de desgosto.
"Você não sente nenhum senso de perigo ao vê-lo? "
Eudoro estava confuso.
"Que tipo de perigo? "
"Ele é bonito, vem de uma boa família, e tanto o Sr. Belo quanto a Sra. Belo o aprovam. " Explicou Cael. "O mais importante é o seu futuro... Suspeito que ele possa se tornar um rival amoroso para Zacarias."
Os olhos de Eudoro se arregalaram.
"O quê?! "
Cael deu-lhe um leve golpe.
"O que foi?! " Repreendeu Cael. "Só um idiota como você não teria a menor percepção de risco."
Eudoro riu em resposta.
"O senhor está se preocupando demais à toa. " Argumentou Eudoro. "Fausta não está se relacionando com Zacarias? É impossível que ela se envolva com o jovem mestre da família Henrique! Aquela garota, Fausta, é claramente uma boa pessoa e não seria inconstante em seus sentimentos."
"Obviamente eu sei que Fausta é maravilhosa! " Retrucou Cael. "Mas temo que o garoto da família Henrique tente roubá-la de nós; afinal, Fausta é excepcional e linda. Onde encontraríamos uma garota tão perfeita? Qualquer rapaz normal se apaixonaria por ela."
Eudoro virou-se novamente para olhar Valdeci.
"Isso é verdade, mas não me parece que o jovem da família Henrique seja o tipo de homem que roubaria a namorada de outro. " Ponderou Eudoro. "Esse rapaz parece muito íntegro e, sendo de origem militar, ele jamais faria algo tão desonroso."
"Teoricamente sim, mas os sentimentos são difíceis de controlar. " Suspirou Cael. "Meu receio é que ele não consiga conter suas próprias emoções."
Eudoro tentou acalmá-lo.
"Para que criar essas coisas? Não servem para nada, seria muito melhor criar algumas cobras venenosas e insetos aquáticos letais. " Diziam eles.
Ele ainda se lembrava nitidamente daquela época.
Não havia qualquer margem para negociação; todos foram unânimes em proibir a criação dos peixes.
Mas agora as coisas haviam mudado.
Bastava Fausta chegar e tudo havia sido providenciado.
Quão imensa devia ser a satisfação deles com a presença dela?!
Havia também a sua própria mãe, a quem ele mal conseguiu reconhecer há pouco.
Era a primeira vez, em toda a sua vida, que ele a via usando um vestido tradicional elegante e sapatos de salto alto.
E o seu pai também não ficava atrás.
Em suas lembranças, ele nunca o tinha visto trajar roupas tão alinhadas e formais.
Os habitantes da Cidade M possuíam suas próprias vestimentas tradicionais.
No entanto, hoje eles vestiam um terno impecável e um vestido refinado, parecendo pessoas completamente diferentes.
"Ai! " Exclamou Potira, de repente, ao torcer o pé num descuido.
Eudoro avançou rapidamente em sua direção.
"O que houve? Torceu o tornozelo? Deixe-me ver. " Preocupou-se ele.
Ele estava prestes a se abaixar para examiná-la.
"Eu estou bem. " Afirmou Potira.
Mesmo assim, Eudoro abaixou-se para checar o tornozelo de sua esposa.
"Parece bem, tente dar alguns passos. " Disse ele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
O autor deveria ver a linguagem com que escreve o livro, a escrita está como se estivesse num quintal a conversar com pessoas sem estudo. Quando se escreve um livro em que se vende tem que ter cuidado com a escrita....
Que língua é essa?...
quando vão liberar mais capitulos...
coloca os proximos capitulo...
Essa forma de pagamento é que dificulta yha 🤦♀️...
Acabou o livro?...
Não me diga que esse livro acaba aquiiii...
Gente cadê as atualizações? Já faz dez dias sem nada!...
Realmente da vontade de parar de ler, são dias sem atualização. Além da história estar empacada....
Genteeee o que aconteceu com as atualizações? Estamos sem atualização há dias. Muito desrespeito com o leitor...