A amiga primeiro viu o ferimento no rosto de Alana, depois a bandagem na mão — e as lágrimas imediatamente começaram a rolar pelas bochechas.
Afastando a mãe de Alana, que estava no caminho, ela empurrou Alana pra dentro da enfermaria.
Edgar estava prestes a segui-la quando Eduardo o impediu.
Eduardo disse suavemente:
— Eu sei que você tá preocupado com ela, mas ela precisa descansar.
Enquanto Edgar estiver aqui, os pais de Alana vão aparecer de vez em quando.
Essa era também a verdadeira razão pela qual Alana não queria que Edgar ficasse.
— Eu... — Edgar olhou pra trás, pra mãe que ainda o esperava ansiosa, e só conseguiu dizer: — Então, Eduardo, você poderia cuidar da minha irmã por pelo menos um dia? Vou assim que resolver as coisas em casa!
Eduardo assentiu.
Edgar puxou a mãe pra longe.
Eduardo entrou no quarto e parou aos pés da cama.
— Aquele desgraçado do Ricardo não respeita a família de vocês nem um pouco! — A amiga vinha tentando contatar Alana desde a noite anterior, mas não conseguia.
Presumiu que ela estivesse ocupada com o trabalho, então levou o café da manhã e foi cedo àquela manhã, batendo na porta por um longo tempo sem que ninguém atendesse. A vizinha do corredor contou que algo havia acontecido na noite anterior — ela então contatou imediatamente o irmão e descobriu o que tinha acontecido.
Não foi apenas um acidente. Foi um desastre de grandes proporções.
Ao ver Alana tão gravemente ferida, a amiga se virou pro irmão:
— Irmão, vai lá e acaba com a família do Ricardo!
Alana respondeu rapidamente:
— O Daniel já está investigando e vai tomar providências em relação à família do Ricardo.
Pra ser mais precisa, o problema já deveria estar sendo resolvido — mas ela não perguntou como.
— Precisamos dele? — A amiga explodiu. — Se ele não tivesse causado tantos problemas, como as coisas poderiam ter chegado a esse ponto?
— Como tá sua mão? — Eduardo mudou de assunto, sem querer continuar falando sobre Daniel.
Ao ouvir isso, a amiga voltou a atenção rapidamente pras mãos:
— Isso significa que não podemos competir?
Alana franziu os lábios e assentiu com a cabeça.
— Vai ter algum efeito colateral? — Eduardo sabia o quão importantes as mãos eram pra uma designer.
Embora a tecnologia eletrônica estivesse avançada, mesmo sem caneta, a precisão e a velocidade do controle do mouse seriam afetadas — ela ainda não conseguiria trabalhar direito.
....
A amiga claramente não esperava aquilo e imediatamente olhou pra Alana surpresa.
Antes de se casar com Daniel, ela mesma queria desistir desse trabalho e desse meio de subsistência.
Agora, queria trabalhar de verdade — mas não conseguia mais exercer a função.
Esse era um conceito completamente diferente.
Uma onda de decepção e tristeza a invadiu de repente, e ela não sabia pra onde olhar.
Ao ver aquele estado, Eduardo entendeu.
— Os médicos aqui têm habilidades limitadas, mas podemos encontrar os melhores no exterior pra garantir que sua mão se recupere o máximo possível. Isso ainda nos dá uma réstia de esperança.
Enquanto falava, pegou o celular pra contatar o médico.
Alana respondeu rapidamente:
— O Daniel já contatou um médico. Ele chega esta tarde.
A amiga debochou:
— Você realmente precisa da bondade dele? O quê? Tá te fazendo caridade? Ou tentando aliviar a própria culpa?
— Independente do que aconteça, não tenho motivos pra desistir de buscar tratamento só porque estou com raiva dele. — Quanto mais calma Alana ficava, mais demonstrava racionalidade.
Ele estava prestes a sair quando o telefone tocou antes que pudesse discar. Por acaso, estava segurando-o na mão — e após um breve olhar, desviou o olhar para...
Antes de partir, ele fez questão de sinalizar pra amiga que ficasse de olho em Alana.
Assim que ele saiu, a amiga começou a pedir pra Alana contar tudo sobre Ricardo — até os mínimos detalhes.

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