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Ocultos Entre Dia e Noite romance Capítulo 2

A casa era uma duplex de três quartos e uma sala, com aquecimento, espaçosa, limpa e arrumada. A decoração seguia tons frios, preto, branco e cinza, muito de acordo com o estilo dele.

Henrique Lopes levou as malas dela para o andar de cima, e depois de descer, disse: "Você vai ficar no quarto de cima, a senhora da limpeza vem de vez em quando para limpar, a chave reserva está pendurada na parede, qualquer coisa que precisar, é só me falar."

Ela ficou um pouco tensa, mas manteve a cortesia e a educação: "Obrigada, eu não preciso de nada."

Henrique Lopes, com um olhar profundo, escondia sob a aparência tranquila uma agressividade que não era fácil de perceber: "Descansa cedo, eu vou indo."

Tamires Martins respondeu: "Tá bom, vá com Deus."

A porta se fechou com um clique, e naquele momento, seu amigo Natanael ligou para perguntar: "Chegou? Já se acomodou?"

"Já me acomodei."

Natanael perguntou: "Foi o Henrique que te buscou?"

"Como você sabe?"

"Ele me procurou, perguntou por você. Pensei que já que você vai ficar em Pelotas por dois anos e o Henrique também está em Pelotas, caso precisasse de algo, falei com ele."

Tamires Martins ficou nervosa por um momento, e então disse: "Não fala mais de mim pra ele, não fala nada."

"O que foi? Não gostou dele?"

Tamires Martins ficou tensa: "Deixa pra lá..."

"Tá bom, não falo mais." Natanael parecia ter se lembrado de algo: "O Belmiro Domingos te procurou?"

Ao ouvir o nome de Belmiro Domingos, Tamires Martins não demonstrou muita reação: "Não."

Natanael perguntou de forma hesitante: "Você realmente terminou com o Belmiro Domingos?"

"Sim."

"Por quê?"

Se havia um motivo, era que Belmiro Domingos não a valorizava.

Três meses atrás, no aniversário de Belmiro Domingos, ela preparou um presente de aniversário e foi ao local da festa. Antes de entrar no quarto, ouviu um amigo dele perguntar:

"Quando pensa em se casar com a Tamires Martins? Ela está atrás de você há tanto tempo, deve estar perto, né?"

"Tá bom."

Ela rapidamente se recompôs, mas seus olhos traíram seu nervosismo.

Henrique Lopes não a confrontou, entrou no quarto e, ao sair, Tamires Martins ainda estava parada no mesmo lugar, com as mãos para trás, encostada na parede, visivelmente desconfortável.

Henrique Lopes, com um olhar profundo, disse: "Qualquer coisa, pode me ligar."

Tamires Martins baixou os olhos, sem conseguir olhar diretamente para ele: "Certo, certo."

Ele tinha a postura de um ancião para com um mais jovem, sem segundas intenções.

E Tamires Martins se comportava como se não o conhecesse bem, e como se tivesse medo dele.

Henrique Lopes não disse mais nada, retirou seu olhar e saiu pela porta.

Depois de fechar a porta, ele ficou parado no corredor por um momento, acendeu um cigarro e começou a fumá-lo lentamente, exalando uma fumaça leitosa que logo se dissipou no ar. Ele havia ouvido inteiramente o conteúdo da chamada de Tamires Martins, e, como esperado, ela realmente não o tinha em alta consideração agora.

Não apenas isso, mas ela também estava estabelecendo limites claros.

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