Panc! Panc! Panc!
O som era tão alto.
Como se fosse quebrar a porta da família Tavares.
Finalmente...
O vizinho de cima não aguentou mais, saiu do elevador e disse: — Eu moro no andar de cima. Já são nove e meia da noite. Vocês podem fazer menos barulho? Meu filho tinha acabado de dormir e vocês o acordaram.
A mãe de Betina olhou para o homem, furiosa. — O que o meu barulho tem a ver com você? O vizinho de baixo nem reclamou ainda! Quem você pensa que é? Se o barulho te incomoda, vá comprar uma mansão! Pela sua aparência, deve ser um inquilino. É a primeira vez que mora em um prédio?
Que fresco!
O vizinho de cima quase explodiu de raiva com aquelas palavras.
De fato.
Conhecidos de vizinhos ruins também são pessoas ruins!
— O que o fato de eu ser inquilino ou não tem a ver com você estar perturbando a paz? O vizinho de baixo não reclamou porque o apartamento está vazio! Vou logo avisando, se continuarem com esse barulho, eu vou chamar a polícia.
A mãe de Betina exibiu um olhar de desprezo. Ela apenas suspeitava que ele fosse um inquilino, mas agora tinha certeza.
Só um inquilino seria tão sem educação.
Fazendo um escândalo por causa de algumas batidas na porta.
— Chame! Chame a polícia! Vá em frente!
O vizinho, sem mais paciência, pegou o celular e ligou para a polícia. — Alô, bom dia, quero fazer uma denúncia. Travessa das Ondas, número 288, prédio 6, apartamento 306, perturbação da ordem.
Ding-dong.
Nesse exato momento, o som da porta do elevador se abrindo ecoou no corredor.
Um grupo de policiais uniformizados saiu de dentro.
O vizinho arregalou os olhos. Ele mal tinha desligado o telefone e a polícia já havia chegado. E eram policiais de uma unidade especial!
Essa... essa eficiência era impressionante!
Antes que o vizinho pudesse reagir.
Elenice Siqueira, que estava à frente, falou primeiro. — Olá, aqui mora Beta Neimar Tavares e Doralice Lopes?
O vizinho assentiu. — Sim, sim, isso mesmo.
A mãe de Betina também reconheceu Elenice Siqueira naquele momento e disse, animada: — Policial Elenice! Por que a senhora está aqui? Foi a senhorita Mendes que a enviou? Ela a mandou para nos defender diante da família Tavares?
Sim.


O pai de Betina acrescentou: — A família Tavares deve estar em casa, mas estão com a consciência pesada e não ousam abrir a porta.
Uma expressão séria cruzou o rosto de Elenice Siqueira. Ela se virou para os policiais atrás dela. — Abram a porta.
Eles tinham especialistas na delegacia.
Arrombar uma fechadura podia levar apenas alguns segundos.
Logo.
A porta se abriu.

Eles esperavam encontrar a família Tavares ao entrar.
Mas o interior da casa estava extremamente silencioso.
As portas e janelas estavam fechadas.
O ar estagnado da casa exalava um cheiro estranho.
Nesse momento, os pais da família Viana sentiram que algo estava errado.
A mãe de Betina estreitou os olhos e virou-se para o pai de Betina. — Será que eles sabiam que estávamos vindo e se esconderam?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Sobrenome Dela, o Amor Dele
Que sem noção isso! Do capítulo 82 passa para 233 muito sem graça....
Como vamos pagar, se estava no 82 e pulou pro 233? Nós app Beenovel e Luna ao menos está na sequência....
Pra pagar por essa edição faltando centenas de capítulos, melhor pagar direto no App...
Poxaaaaaa.....agora tem que pagar???? Muito triste isso....
Ué cadê os capítulos depois do 82? Já pula pro 233?...
Tem muitas partes incompletas nesse livro! Na página 17 tem um assunto e quando passa para a 18 já é outro assunto! Fica horrível ler assim! Antes essa era a melhor pagina que tinha! Agora , tudo tá assim!...