Quando Milena Lacerda voltou para casa, havia o som de água do chuveiro no banheiro.
Uma jovem descia do segundo andar, segurando as roupas íntimas de Giovani Campos nas mãos.
A mulher a viu e se apresentou com cautela: — Olá, Srta. Lacerda, eu sou a nova assistente do Sr. Campos, Lorena Maia.
Milena sorriu.
— Eu sei, você é a nova namorada dele, ele até te levou para viajar para o exterior na semana passada.
Lorena acenou com as mãos apressadamente: — A senhorita entendeu mal, você é a esposa do Sr. Campos, ele não faria nada para traí-la.
Milena não sabia se Lorena realmente não sabia ou se estava se fazendo de inocente.
Todos no círculo sabiam que ela e Giovani há muito tempo haviam passado de um casal invejado na época da escola para um casal miserável que só mantinha as aparências.
As traições de Giovani com outras mulheres eram rotina, e ela, que antes era valorizada e cuidada na palma da mão dele, tornou-se completamente uma esposa rejeitada.
Os dez anos que passaram juntos, dos dezoito aos vinte e oito anos, já se tornaram uma ruína.
Milena: — Você é especial, Giovani não trouxe outras mulheres para cá.
Esta casa na Villa Vista Bella foi a casa que ela e Giovani compraram quando se casaram há cinco anos.
Uma surpresa passou pelos olhos de Lorena, que explicou com voz suave: — O Sr. Campos bebeu demais, eu dirigi para trazê-lo de volta.
Acompanhar o chefe em um evento, o chefe bebe demais, e ela não toca em uma gota de álcool?
E para completar, Giovani contava com um motorista particular.
Milena não desmascarou Lorena.
Ela e Giovani não se viam há dois meses.
Dois meses atrás, no dia do seu aniversário de vinte e oito anos, ela jantava sozinha no restaurante de um hotel cinco estrelas e o encontrou por acaso em um jantar à luz de velas com uma modelo jovem.

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