Catarina abriu a boca, mas não encontrou palavras para refutar. Apenas tentou se consolar, pensando que era só um jantar, não havia o que temer.
Depois de meia hora, o carro chegou à churrascaria.
Ficava a apenas uma rua do Residencial das Nações.
Os três entraram juntos, sentaram-se e fizeram o pedido. Tudo parecia normal, até que, enquanto assava a carne, o dedo mindinho de Luna tocou acidentalmente a borda da grelha, fazendo-a recuar a mão no mesmo instante.
No segundo seguinte, Mateus segurou sua mão. Ele franziu a testa. — Deixa eu ver, ficou vermelho?
Os dedos finos não tinham nenhuma marca vermelha. Ao levantar o olhar, Luna viu a preocupação que quase transbordava dos olhos dele. — Está doendo?
Na sua memória, tudo que se relacionava a ela sempre vinha em primeiro lugar para ele.
Assim como na primeira vez que ela foi à cozinha e cortou a mão por acidente. Depois daquilo, ele nunca mais a deixou entrar na cozinha, nem mesmo para ajudar.
— Não dói mais, está tudo bem.
Por alguma razão, as memórias detalhadas que dormiam no rio do tempo haviam despertado recentemente. Tudo do passado parecia vívido, mas a traição dele agora também a atingia com força.
A dor dessa comparação era tão intensa que quase esmagava seu coração.
Mateus disse: — Não se mexa. Deixa que eu asso a carne.
Catarina, sentada do outro lado, observava o cuidado e o carinho dele por Luna, sentindo um gosto amargo na boca.
Sua mão também tocou sem querer a borda da grelha, e ela soltou um grito de dor, olhando instintivamente para Mateus com um par de olhos suplicantes.
Luna perguntou apressadamente: — Você está bem, Catarina?
Mateus apenas disse, com uma polidez distante: — Cuidado. Se ficou vermelho, vá molhar com água fria.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição
Porque não abre os capítulos? Que chato,não quer liberar? normal, é só não disponibilizar, mas já que disponibilizou libera os capítulos....