Catarina sorriu em meio às lágrimas. — Certo. Então vá para o seu compromisso. Estarei te esperando em casa.
— Certo.
— Não deixe de vir!
Mateus assentiu e acariciou a cabeça dela, seus olhos revelando um traço de compaixão. — Cuide bem dos ferimentos no rosto, está bem? Passe o remédio direitinho. Vou entrar em contato com uma empresa de produtos estéticos do exterior para comprar o melhor creme para cicatrizes para você.
O sorriso no rosto de Catarina se aprofundou, e ela fungou. — Certo.
Dizendo isso, ela se virou para ir embora, parou um táxi na rua e voltou para o Residencial das Nações.
Ela olhou pela janela para o mais luxuoso e grandioso centro de entretenimento de Cidade Manba, baixou lentamente os olhos e soltou o ar que estava preso em seu peito.
Com certeza, com Mateus, recuar para avançar e bancar a vítima indefesa sempre funcionava.
E se funcionava... era o que importava.
O CLUBE NH tinha 14 andares, cada um com diferentes níveis de consumo e, naturalmente, diferentes opções de entretenimento.
Naquela noite, Mateus tinha um encontro de negócios no 13º andar. Ao sair do elevador e passar pela área A, viu quatro ou cinco jovens ricos sentados na área de descanso, bebendo e rindo.
— É sério? Não pode ser, eles são conhecidos no nosso círculo como o casal modelo.
— Tantos anos juntos, esse amor todo não pode ser só atuação, pode?
— Eu ainda não consigo acreditar direito.
— É verdade, por que eu mentiria para vocês? Acabei de ver com meus próprios olhos. Lá embaixo, ele estava todo íntimo com uma mulher. No funeral da Sra. Dias, eu vi a Luna, e com certeza não era ela.
Inicialmente, Mateus não prestou muita atenção à conversa deles.
Mas ao ouvir as palavras-chave "Sra. Dias" e "Luna", ele parou, e suas pálpebras tremeram violentamente.
Lá embaixo, íntimo com uma mulher?
Estavam falando dele e de Catarina?
Seu coração perdeu o ritmo por um instante, mas antes que pudesse dizer algo, ouviu uma voz familiar e debochada.
— E aí, pessoal, todo mundo por aqui? Sobre o que estão falando? O que tem a Luna?
Mateus se virou e viu o dono da voz.
Era Félix Portela.
Sua respiração ficou presa.
Da última vez, Félix tinha jantado com Luna. Se essas palavras chegassem aos ouvidos dela por meio dele...
Ele cerrou os punhos, virou-se para o grupo e disse com a testa franzida e a voz grave: — Senhores, pode-se comer qualquer coisa, mas não se pode dizer qualquer coisa!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição
Porque não abre os capítulos? Que chato,não quer liberar? normal, é só não disponibilizar, mas já que disponibilizou libera os capítulos....