Quando Mateus saiu do banho, Luna já estava deitada, de olhos fechados.
Ele olhou para suas pálpebras inchadas, acariciou seu rosto com ternura e apagou a luz. Deitou-se sob as cobertas, puxou-a suavemente para seus braços e sussurrou em seu ouvido:
— Esposa, eu te amo. Boa noite.
Cada palavra, cada frase, soava como uma facada nos ouvidos de Luna.
Se ele a amava, por que a traía?
O amor dele era tão barato.
Luna fingiu se virar naturalmente, de costas para ele. As lágrimas atravessaram a ponte de seu nariz e caíram silenciosamente no travesseiro.
Ela teve insônia mais uma vez.
Não sabia por quanto tempo chorou, nem a que horas adormeceu, mas o sono não foi tranquilo, atormentado por uma sucessão de pesadelos.
Quando acordou, já passava da uma da tarde. Sua cabeça doía levemente e seu corpo parecia pesado.
Ela se levantou, foi ao banheiro e, ao descer, a empregada, Dona Ana, a recebeu com um sorriso.
— Senhora, você acordou. O senhor saiu às oito e meia e me pediu para não a acordar. A comida acabou de ser preparada e está quentinha. Quer almoçar agora?
Luna assentiu.
— Pode servir.
Dona Ana concordou e foi para a cozinha. Logo depois, trouxe os pratos e serviu-lhe uma tigela de sopa.
Disse, sorrindo:
— O senhor disse de manhã que você estava muito cansada esses dias e não parecia bem. Ele mesmo preparou esta canja de galinha hoje cedo.
Luna ficou surpresa.
— Ele que cozinhou?
— Sim. Quando cheguei, a canja já estava no fogo há meia hora. Antes de sair, ele me pediu para deixá-la em fogo baixo. Às dez e meia, ele ainda ligou para perguntar se a senhora já tinha acordado.
Dona Ana nunca tinha visto um homem de família rica cozinhar para a esposa, sendo tão atencioso e cuidadoso em tudo.
Nos três anos em que trabalhava ali, nunca os vira discutir. Eles eram sempre amorosos e doces um com o outro.
— Então, termine sua refeição. Vou cozinhar dois ovos para a senhora passar nos olhos novamente.
Luna terminou de comer em silêncio. Sentou-se na sala, rolando os ovos cozidos por Dona Ana sobre os olhos por alguns minutos. Quando sentiu que o ardor diminuíra, ouviu um "ding".
Era uma mensagem no celular.
[Mateus e Catarina estão no Shopping SOHO.]
Preparando sopa para ela e, ao mesmo tempo, fazendo compras com Catarina.
Luna sorriu amargamente. Ele conseguia equilibrar os dois lados de forma impressionante.
Ela bloqueou a tela do celular, subiu para trocar de roupa, fez uma maquiagem sofisticada, escolheu uma bolsa Kelly da Hermès na cor off-white e saiu de carro.
O SOHO era o maior shopping de luxo da Cidade Manba, e Luna o conhecia bem. Era cliente VIP diamante de muitas lojas ali.
Ao entrar no shopping, ela pegou o elevador diretamente para o quarto andar.
Assim que saiu do elevador, viu de longe Catarina de braços dados com Mateus, saindo de uma loja. Mateus carregava duas sacolas com o logotipo da Hermès.
Mateus disse algo, e Catarina se aninhou timidamente em seu peito, dando um tapinha em seu tórax.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição
Porque não abre os capítulos? Que chato,não quer liberar? normal, é só não disponibilizar, mas já que disponibilizou libera os capítulos....