Refeitório?
Luna hesitou, olhando instintivamente para Lucas, que, por coincidência, também olhou para ela.
— Se voltarmos agora, pegaremos trânsito — disse Lucas com sua voz calma de sempre.
A implicação era que poderiam comer ali e voltar depois do horário de pico.
Luna mal tinha comido alguns bocados de lámen no almoço e já estava com um pouco de fome. Mesmo sem trânsito, a viagem de volta levaria mais de duas horas.
Ela tinha hipoglicemia e não aguentava ficar com fome por muito tempo.
Pensando nisso, ela não fez cerimônia e sorriu para Teresa. — Nesse caso, não faremos desfeita. Agradecemos a gentileza, Teresa.
Nós?
Lucas ergueu os olhos inconscientemente, suas pupilas indiferentes refletindo o perfil sorridente dela, com lábios vermelhos e dentes brancos, um brilho vívido e encantador.
O toque repentino de um celular o fez ignorar a leve palpitação em seu peito.
Ele desviou o olhar com calma e naturalidade, atendendo à chamada.
Enquanto isso, Teresa já havia puxado Luna para fora do escritório. — Que gentileza o quê, eu só vou mostrar o caminho e passar o cartão. Vamos.
Quando as duas entraram no elevador, Lucas as alcançou.
Teresa ainda resmungou: — Anda logo, só estávamos esperando por você.
O centro de pesquisa tinha três refeitórios, dois grandes e um pequeno, um tanto espalhados. Teresa os levou ao mais próximo, que também era o menor.
Embora fosse o menor, a comida era a mais cara e a mais saborosa.
As pessoas que frequentavam aquele refeitório eram, em sua maioria, dos escritórios, e no caminho ela cumprimentou várias delas.
Teresa e Lucas, embora gêmeos, não se pareciam e tinham personalidades opostas.
Mesmo sendo advogado, Lucas falava pouco e, a menos que fosse necessário, era geralmente conciso.
Teresa, por outro lado, era claramente uma pessoa comunicativa. Desde que se conheceram, a conversa entre ela e Luna nunca cessou.
No caminho, ela até perguntou sutilmente se Luna tinha namorado.
Mas a resposta de Luna foi, evidentemente, uma decepção para ela.
Casada.
Teresa suspirou com resignação. Ela pensara que seu irmão finalmente iria desencalhar.
...não a incomodava mais tanto assim.
Depois de terminarem de comer e guardarem as bandejas, ela e Lucas se prepararam para ir embora.
Teresa não insistiu para que ficassem. Sabendo que a estrada na montanha era perigosa com chuva e ficaria pior à noite, ela lhes deu um guarda-chuva transparente.
Luna pegou o guarda-chuva. — Muito obrigada por hoje, Teresa. Quando tiver tempo de voltar para a zona sul, eu te pago um jantar, ou você pode visitar a galeria.
— Combinado, vou cobrar — respondeu Teresa com um sorriso, e depois advertiu Lucas: — Dirija devagar, tome cuidado. Me avise quando chegar em casa.
— Certo.
Lucas emitiu um som nasal e, ao se virar, ouviu a voz de Teresa novamente. — Lucas, você não volta para casa desde o feriado de outono, não é?
Lucas parou.
A casa da Família Fonseca ficava na zona oeste.
Mas ele geralmente ficava na zona sul.
Teresa sabia que ele não gostava de voltar para a casa da família, mas ele se dava muito bem com a avó.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição
Porque não abre os capítulos? Que chato,não quer liberar? normal, é só não disponibilizar, mas já que disponibilizou libera os capítulos....