— Não precisa. Volte ao trabalho.
Luna ergueu a mão e balançou o copo de chá, sem dar mais explicações ou se dar ao trabalho de discutir com ela.
Depois disso, caminhou diretamente para o elevador.
A inquietação no coração de Catarina, por algum motivo, se intensificou.
Ela sentia uma apreensão.
Para onde Luna iria com aquele chá?
Por que não bebeu nem um gole?
Ela repassou mentalmente todo o processo de colocar o pó no chá, que foi feito de costas para as câmeras. Um movimento tão pequeno e rápido que ninguém poderia ter visto.
Além disso, ela usou uma quantidade pequena, apenas o suficiente para cobrir a ponta de uma unha, com medo de que uma quantidade maior não se dissolvesse e ficasse flutuando na superfície, o que seria facilmente perceptível.
Então, como seria possível?
Isso mesmo, Luna jamais poderia descobrir.
E mesmo que um dia a verdade viesse à tona, a culpa não recairia sobre ela, afinal, foi Clara quem entregou a bebida.
Com esse pensamento, a agitação em seu coração se dissipou.
Seu rosto voltou a exibir uma expressão calma e gentil, e ela retornou ao seu posto de trabalho com tranquilidade.
*
Luna dirigia o Volvo S60 vermelho de Jona em direção à Advocacia Fonseca.
Quando chegou, a recepcionista estava apresentando um advogado a um cliente. Assim que a viu, a reconheceu imediatamente e a cumprimentou com um sorriso. — Srta. Dias, seja bem-vinda.
Luna assentiu. — O Dr. Fonseca está no escritório?
— O Diretor Fonseca está no escritório, pode subir diretamente.
Luna agradeceu e pegou o elevador até o quinto andar.
Em seguida, uma voz masculina, grave e fria, respondeu: — Vá com cuidado.
Luna ergueu o olhar e viu as costas de uma senhora elegantemente vestida com um casaco de pele. Seu olhar, no entanto, se fixou na figura alta e imponente do homem de terno em frente a ela.
Coincidentemente, os olhos dele também se voltaram diretamente para ela.
Seus olhares se encontraram e se fundiram no ar.
Ela hesitou por um momento, um leve sorriso surgindo em seus lábios. Estava prestes a se levantar, pegando a bolsa ao seu lado.
Mas então viu a senhora se virar, revelando um rosto familiar que a deixou completamente surpresa.
A senhora também pareceu reconhecê-la. — Hum? A nora da Sra. Daisy? Luna?
O sorriso no rosto de Luna congelou, e seu coração despencou.
Era a Sra. Teixeira.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição
Porque não abre os capítulos? Que chato,não quer liberar? normal, é só não disponibilizar, mas já que disponibilizou libera os capítulos....