No momento em que o corpo da mulher submergiu completamente, sem lutar, permitindo que a água do lago lhe tirasse a vida pouco a pouco.
— Ah!
Com um grito, Luna se arrancou da água, encharcada.
O dia ainda não havia amanhecido. No quarto, apenas uma fraca luz quente vinha da porta.
— O que foi, meu amor? — Mateus, despertado pelo grito, sentou-se na cama e acendeu a luz. Vendo-a ofegante, com os olhos arregalados, ele rapidamente pegou alguns lenços de papel para enxugar seu rosto, acalmando-a com uma voz suave. — Teve um pesadelo? Já passou, já passou, eu estou aqui, não tenha medo.
Luna tocou o pescoço.
Era suor.
O travesseiro e o lençol estavam úmidos.
O sonho parecera tão real, como se ela realmente tivesse saído da água.
Ainda assustada, Luna conseguiu murmurar. — Água...
Mateus imediatamente lhe trouxe um copo de água morna. Ela bebeu metade e, aos poucos, se acalmou.
Mateus a ajudou a sair da cama. — Meu amor, você precisa tomar um banho quente e trocar de roupa, senão pode pegar um resfriado. Eu te ajudo...
Luna já havia se recuperado. — Eu vou sozinha. E o lençol...
— Não se preocupe com isso, eu troco. — Mateus olhou para ela com preocupação. — Você consegue ir sozinha?
Luna assentiu. — Sim.
Ela tomou um banho rápido no banheiro.
Quando saiu, Mateus já havia trocado os lençóis. Ela se sentou na cama e ele segurou sua mão.
— Meu amor, foi um pesadelo?
— Sim... sonhei com uma cobra muito grande. — Ela não conseguia contar sobre o sonho estranho que tivera, então inventou uma desculpa.
Mateus sabia que ela tinha pavor de cobras. Com os olhos cheios de compaixão, ele a abraçou para confortá-la, e assim ficou ao seu lado até o amanhecer.
Talvez por causa do sonho, Luna se sentiu exausta de corpo e mente naquele dia. Depois do café da manhã, voltou para o quarto para dormir mais um pouco e não foi ao museu.
Quando acordou novamente, já passava da uma da tarde. Havia uma mensagem não lida em seu celular.
[Mateus já transferiu os cinco milhões da indenização para Catarina.]
Ela foi ao escritório dele, usou o notebook pessoal dele para acessar o banco online e, como esperado, viu a transferência.
Realizada às dez e doze da manhã daquele dia.
O beneficiário era, de fato, Catarina.
Ela encarou o extrato com um sorriso de escárnio nos lábios. Em seguida, rolou para trás, verificando o histórico de quase seis meses. Havia registros de valores altos, mas sem descrição, sendo possível identificar apenas pelo nome do destinatário.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição
Porque não abre os capítulos? Que chato,não quer liberar? normal, é só não disponibilizar, mas já que disponibilizou libera os capítulos....