Hansen bloqueava a entrada como uma parede. Seu rosto estava lívido enquanto ele os encarava de forma arrogante e agressiva. Ele estava ereto com o belo rosto rígido e franzia as sobrancelhas.
O ar congelou mais uma vez.
Contraiu os olhos, disparando um olhar raivoso para a mão de Rayan ao redor de Jenna.
Rayan devolveu um sorriso gélido enquanto seus olhos adquiriam um ar de astúcia.
Dois homens poderosos e hostis se enfrentavam. Algo perigoso poderia acontecer a qualquer momento.
Um arrepio percorreu a espinha de Jenna. Hansen e Rayan já eram inimigos jurados nos negócios, seria uma péssima ideia eles se confrontarem daquela forma, ainda mais por causa dela.
Ela não queria se tornar motivo de chacota pelo que havia acontecido naquele dia, e temia que aquilo aparecesse nas manchetes de jornal da cidade, ou talvez até no noticiário global.
Ela fez o que pôde para se libertar dos braços de Rayan. Por alguma razão, sua prioridade era não constranger Hansen.
Rayan era pura nobreza. As pessoas o bajulavam onde quer que ele fosse. Ele era tão poderoso e influente que não temia Hansen, que controlava a cidade.
Por mais que Hansen fosse poderoso, ele ainda estava limitado pela Cidade A, enquanto Rayan havia se estabelecido em um país estrangeiro há muito tempo. Se Hansen desafiasse a autoridade de Rayan, ambos seriam derrotados.
Jenna sempre foi discreta e não queria que nenhuma tragédia acontecesse sob sua supervisão. Ela queria acalmar as coisas e sair dali o mais rápido possível.
Hansen marchou até ela sem nenhuma emoção. Lançou um olhar arrogante para Rayan e estendeu a mão para abraçar Jenna de um jeito agressivo. Ele pegou a mão dela, quase sem se importar com o ferimento.
Ele estava declarando sua propriedade. Estava mostrando que ele poderia possuir e até brincar com o que Rayan mais apreciava, enquanto ele não podia fazer nada além de assistir.
Aquela era sua vantagem.
Rayan fechou a cara, mas sem demonstrar muita coisa. Permaneceu calmo e disse: "Não se esqueça que vocês dois estão divorciados, Hansen."
Hansen retesou-se e encarou Rayan com ferocidade, enquanto este abria a boca, mas não conseguia dizer nada.
"Por favor, afaste-se. Vou levar Jenna para o hospital, e você não pode me impedir." Rayan era indiferente, mas sabia se impor. "Um homem sem discernimento não merece uma mulher tão pura e nobre como ela."
O rosto de Hansen se contraiu quando ele apertou a mão de Jenna, fazendo-a ofegar de dor. As veias em sua testa latejavam quando ele disse: "Eu não preciso da ajuda de um estranho para lidar com o ferimento de uma funcionária."
O coração de Jenna congelou. Ela não passava de uma funcionária para ele. Ele estava fazendo isso para proteger a imagem de sua empresa, ele nunca se importou com ela.
Rayan observou, sério, enquanto a cara de dor de Jenna. Viu Jenna olhando para ele como um pobre coelhinho implorando por misericórdia. Sua expressão triste tocou seu coração, e a raiva crescente em seu peito lentamente morreu.
Ele não suportava vê-la daquele jeito! No entanto, ela devia estar sofrendo muito naquele momento!
Ela estava implorando para ele não confrontar Hansen.
Ela conhecia muito bem o caráter dele.
Ele relaxou um pouco, sentindo ternura por ela. Aquela mulher sempre se recusou a mostrar sua fraqueza ou pedir ajuda, por mais que estivesse sentindo dor. Ela estava implorando só por causa de Hansen.
Ele só soube da trágica morte de seu pai quando chegou à Cidade A. Ele lamentava muito, e sentiu um respeito e simpatia ainda maior por ela.
Ele podia entender seu olhar e cada movimento dela. Ele sempre perceberia e compreenderia tudo que fosse relacionado a ela e guardaria tudo no coração.
"Vou te matar. Como se atreve a flertar com meu rival enquanto está na minha empresa? Diga-me, por que veio trabalhar no Grupo Richards? Qual é o seu plano?" Hansen beliscou o queixo de Jenna com a mão e a forçou a olhar para ele.
"Nada," Jenna respondeu bruscamente. "Você mesmo me convidou."
Seus olhos brilhantes eram determinados.
Hansen encarou aqueles olhos que o atraíam como fruto proibido. Quanto mais ele olhava para ela, mais aquilo mexia com seu coração e o fazia sentir que ia se apaixonar a qualquer momento.
Seu lindo cabelo escuro caía sobre seus ombros e as almofadas de couro de cor creme realçavam sua pele de porcelana. Ela estava trêmula.
A garganta de Hansen estava seca. Ele lambeu o lábio inferior e perdeu o controle de si mesmo. Ele tirou a camiseta com as duas mãos e revelou o peito forte e musculoso.
Ele se inclinou e beijou seus lábios rosados à força. Beijou-a várias vezes, até que não tivesse mais volta. A única coisa que lhe importava neste mundo agora era fazê-la derreter em suas mãos e fazê-la sentir a inexplicável raiva e agitação dentro dele.
Jenna se sentiu tonta enquanto seu corpo queimava sob o dele. Começava a sentir prazer quando de repente voltou a si e se encolheu. Não havia mais nada entre eles.
Não, ela não podia deixar aquilo acontecer!
E seus princípios, e seu orgulho? O que ela estava fazendo?!
Ela fez o que pôde para resistir a ele, batendo em seu corpo. Sua pele pálida estava manchada com o sangue de sua mão, mas ainda assim parecia provocante.
O carro balançava por causa dos movimentos deles. Os transeuntes olharam para o carro e balançaram a cabeça.
Era apenas sexo no carro, nada demais!

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