Lia perguntou insatisfeita, "Por que o Papai fez isso?"
"Não tenho certeza, mas seu pai instruiu Ben que se a Srta. Hill vier te visitar, ele deve impedi-la a todo custo."
O rostinho de Lia ficou vermelho de raiva. "Papai está sendo injusto."
Luis, que acabara de desligar uma ligação, entrou bem na hora.
"Como estou sendo injusto?" perguntou Luis.
Lia olhou para Luis furiosa, seus olhinhos pequenos cheios de raiva.
Luis estava confuso. "O que houve?"
"Por que você não deixa a Sra. Hill visitar Lia?" perguntou Dona Cobb, insatisfeita.
Ao ouvir isso, Luis virou a cabeça e olhou friamente para Bob.
"Não olhe para Bob desse jeito, não foi ele quem disse", disse Dona Cobb.
Independentemente de Bob ter dito ou não, Luis sabia muito bem.
Ele não desabafou sua raiva em Bob por enquanto, mas respondeu: "Ela não é tão boa quanto vocês todos pensam, eu não quero que Lia seja influenciada por ela."
"Senhorita Hill é uma boa pessoa, ela não vai me influenciar. Papai, você quer que eu seja feliz?"
"Claro que sim."
"Desde que eu possa ver a Senhorita Hill, eu serei muito feliz. Por favor, não a impeça de me visitar, tudo bem?" pediu Lia.
O pensamento de Eva tentando se aproximar dele apesar de ter um marido deixava Luis desconfortável. Por isso, ele não queria que Eva estivesse perto de Lia. Ele recusou firmemente, "Papai pode concordar com outras coisas, mas isso está fora de questão."
Os pequenos olhos de Lia ficaram vermelhos. "Por quê?"
"Ela vai levar você pelo mau caminho."
"É apenas uma visita, não estamos pedindo que a Senhorita Hill cuide de Lia. Como ela poderia levar Lia pelo mau caminho? Além disso, a Senhorita Hill não parece ser uma pessoa ruim." Dona Cobb argumentou.
Luis parecia sério. "Não importa o que você diga hoje, eu não vou concordar em deixá-la perto de Lia."
"Você não me ama, você não me ama de jeito nenhum." Lia disse, de coração partido.
"Lia, não chore, a vovó te ama." Dona Cobb a consolava enquanto limpava delicadamente suas lágrimas.
Vendo a pequena cabeça de Lia pendendo e as lágrimas caindo uma após a outra, Luis sentia uma grande dor no coração.
Sem dizer nada, ele virou e deixou a enfermaria estéril.
Bob o seguiu.
Do lado de fora da enfermaria, Luis resistiu à vontade de chutar Bob, e disse com uma cara séria, "Vá ao escritório do Diretor e convide a Senhorita Hill."
"Senhor Cobb, você está cedendo?"
"Você ainda não está indo?"
"Tudo bem, estou indo."
Não muito depois de Bob sair apressadamente, ele retornou sozinho à enfermaria.
Luis percebeu que estava completamente sozinho e perguntou: "Ela se recusou a vir, não é?"
"Não exatamente, Alice disse que a Senhorita Hill não veio trabalhar hoje. Mas eu consegui o número de telefone da Senhorita Hill com Alice. Ah não..."
Luis não queria ligar novamente, mas seus dedos finos desobedeceram e discaram novamente.
Seu rosto bonito e severo agora estava nublado, fazendo-o parecer assustador.
"Senhor Cobb, a Srta. Hill desligou novamente?" Perguntou Bob timidamente.
"Ela me bloqueou."
Ouvindo isso, os olhos de Bob se arregalaram, e ele não pôde deixar de se preocupar por Eva.
Srta. Hill era muito audaciosa.
"Por que eu não tento ligar para ela?"
Mal Bob terminou de falar, tirou seu próprio telefone e discou o número dela.
Eva Hill, vendo outro número desconhecido ligando, decidiu atender depois de pensar um pouco.
Bob ficou um tanto surpreso. "A Srta. Hill atendeu."
Vendo isso, uma onda de ciúme avançou até o topo da cabeça de Luis.
Por que ela atenderia à ligação de Bob, mas não a dele?
"É a Srta. Hill?" Bob perguntou hesitante.
"Bob?"
Bob ficou surpreso novamente. "Srta. Hill, como você sabia que era eu?"

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