"Como ousa ser tão presunçoso? Acha que pode lidar comigo?"
Luis não havia esquecido o que Eva dissera antes.
"Sonha! O que você está tentando dizer? Desembucha."
"Aqui não é o lugar adequado. Ousaria me acompanhar até meu escritório?"
Sem responder a Luis, Eva seguiu diretamente para o escritório dele.
Ela seria destemida mesmo que ele a convidasse para seu quarto, quanto mais para o escritório.
Luis admirava muito a audácia de Eva.
Com um leve sorriso aflorando em seus lábios, ele seguiu Eva.
Depois que entraram no escritório, ele se virou e fechou a porta.
No momento em que Eva olhou para trás, ela o viu fechando a porta.
Não havia nenhum vestígio de medo em seu rosto.
Luis lançou um olhar para ela, em seguida perguntou casualmente, acenando em direção ao sofá, "Você se importa de sentarmos para conversar, não é?"
Eva não comentou. Simplesmente sentou-se no sofá.
Luis então se sentou ao lado de Eva.
Mesmo havendo um pequeno espaço entre eles, no momento em que Luis sentou, o seu coração começou a bater rápido, e sua respiração se tornou irregular.
Ele temia que Eva notasse, ajustando sutílmente a sua respiração, fazendo o possível para se manter composto.
Eva virou a cabeça para olhar para Luis. "Você disse que tem algo para falar comigo, podemos começar agora?"
"Senhorita Hill, o seu marido costuma negligenciar você e sua filha?"
Eva estava confusa.
Vendo que Eva permaneceu em silêncio, Luis presumiu que acertou na mosca, então perguntou, "Se o seu casamento não é feliz, por que não se divorcia? É difícil conseguir um divórcio?"
Luis fez uma pausa antes de dizer, "Eu posso te ajudar."
"Senhor Cobb, você não ouviu o ditado, 'Antes destruir um templo do que arruinar um casamento'? Se não estou enganada, essa já é a segunda vez que você me aconselha a me divorciar."
Na última vez, ele disse que cuidaria dela depois do divórcio, e dessa vez disse que ajudaria ela a se divorciar. O que exatamente esse homem estava pensando?
Era impossível para eles.
"Terminou?" Perguntou Eva.
Luis olhou para ela. "Peça o divórcio. Eu posso cuidar de você como seu irmão."
"Não há necessidade disso. Tenho muitas pessoas cuidando de mim."
Eva baixou o olhar para a mão grande que segurava seu pulso. "Pode soltar agora?"
Luis seguiu o olhar dela e olhou para baixo antes de soltar a mão dela com alguma inquietação. "Pense no que eu disse."
"Não estou interessada."
Com um tom de indiferença, Eva terminou suas palavras e se preparou para partir.
Luis agarrou seu pulso novamente.
Ele estava ansioso desta vez e a puxou um pouco com força demais, trazendo-a para seu abraço.
A fragrância distinta que pertencia apenas a Eva envolveu-o, fazendo a respiração de Luis parar por um momento. Seus olhos escureceram e seu coração bateu descontroladamente acelerado.

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