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O Rei Alfa Persegue a Luna Abandonada romance Capítulo 167

(Ponto de Vista de Olivia)

Entreguei a certidão de óbito para Ethan e observei enquanto seus olhos percorriam o documento com atenção, perdendo toda a cor ao ler a causa da morte: insuficiência renal.

— Não... — Ele sussurrou, e seu corpo, normalmente imponente, pareceu encolher diante dos meus olhos.

O Rei Alfa da Matilha Crista de Prata, o homem que costumava comandar respeito com um único olhar, agora estava completamente arrasado, com seus olhos âmbar, antes firmes e impositivos, suplicando por respostas.

— Onde ela está enterrada? — Sua voz falhou. — Por favor, Olivia... Eu preciso ver o túmulo dela.

Contudo, não senti nada ao vê-lo ruir. A satisfação que pensei que teria diante da dor dele simplesmente não apareceu, e no lugar da raiva, restou apenas um vazio.

— Você não é digno de vê-la… — Afirmei, com frieza, deixando meu olhar endurecer. — Pois escolheu favorecer justamente a pessoa que causou a morte da nossa filha!

Então, sem dizer mais nada, virei-me e fui embora, enquanto Ethan, consumido pelo luto, permaneceu imóvel, sem sequer tentar me impedir.

Deixando a Feira do Luar para trás, o ar frio da noite atingiu meu rosto, e ali ficou o homem que, mesmo com cinco anos de atraso, finalmente soubera a verdade.

Nesse instante, meu celular vibrou no bolso, e na tela apareceu o nome de Margaret Shepherd.

— Sra. Winters… — A voz de Margaret soou urgente do outro lado da linha. — A Matriarca acordou e está insistindo em ter alta. Os curandeiros estão tentando convencê-la a ficar, mas ela está bastante determinada.

— Estou indo agora mesmo. — Respondi, apressando os passos em direção ao carro.

A viagem até o Abrigo Médico do Bando Crista de Prata passou num borrão, pois minha mente ficou obsessivamente repetindo a expressão no rosto de Ethan quando ele finalmente aceitou a morte de Lily. E embora uma parte de mim quisesse machucá-lo da mesma forma que ele nos machucou, tudo o que restou acabou sendo um buraco vazio no meu peito.

Na entrada, o Dr. Harrison Fletcher me aguardava, com o rosto marcado pela preocupação.

— Sra. Winters, graças à Deusa, você chegou! A Matriarca está se recusando a continuar o tratamento e exigindo que a levem para casa.

Assenti, seguindo-o até o quarto da Matriarca Evelyn, onde a encontrei sentada na cama, com os cabelos prateados soltos sobre os ombros, discutindo com uma jovem curandeira.

— Vovó… — Chamei suavemente, aproximando-me da beirada da cama.

Seus olhos brilharam ao me ver.

— Olivia, querida! Por favor, diga a essas pessoas que estou perfeitamente bem e pronta para ir embora.

Sentei-me ao lado dela, envolvendo sua mão frágil entre as minhas.

— Vovó, os curandeiros estão preocupados com a sua saúde e acreditam que a senhora precisa de mais tempo para se recuperar.

No entanto, ao sair do Abrigo Médico, meu celular voltou a vibrar, e na tela surgiu uma mensagem de Gregory Tanner, o guardião do Cemitério Luar Sagrado.

“Sra. Winters, achei que a senhora deveria ser informada sobre: o Rei Alfa Stone se encontra aqui, no túmulo de Lily.”

Uma foto estava anexada à mensagem. Nela, Ethan aparecia ajoelhado diante da lápide de pedra da lua da Lily, com a cabeça curvada.

Meu primeiro impulso foi de fúria, um instinto protetor inflamado. “Como ele ousava visitá-la agora, depois de ignorá-la por tanto tempo?” Entretanto, uma nova compreensão surgiu em meu peito, uma percepção silenciosa de que, apesar de tudo, ele permanecia sendo o pai da Lily.

Meus dedos pairaram sobre o teclado do celular até que digitei, finalmente:

“Ele deve essa penitência a Lily. Deixe-o cumprir isso, afinal, ele é o pai dela.”

Logo, fiquei olhando para as palavras que acabara de escrever, surpresa com minha própria reação, visto que pela primeira vez, reconheci o direito de Ethan de chorar pela nossa filha.

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(Ponto de Vista de Ethan)

Ajoelhei-me diante da lápide de pedra da lua da minha filha, sentindo o frio do solo atravessar a calça e chegar aos meus ossos, enquanto o cemitério permanecia em silêncio, interrompido apenas pelo som ocasional das folhas sendo agitadas pela brisa noturna.

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