Ela não esperava que Anthony continuasse investigando.
― Por que Anne estava procurando por você, na escola? ― Ele questionou ― Ou ela estava lá para fazer alguma outra coisa? ―
Anne mordeu o lábio e olhou nervosamente para a mãe. Elas, definitivamente, não podiam dizer a verdade, ou provavelmente seriam mortas. Na melhor das hipóteses, suportariam torturas inimagináveis.
Anthony nem se preocupou em olhar para o rosto Cheyenne. Seus olhos permaneciam fixos em Anne, enquanto fazia a pergunta e esperava a resposta. Percebendo isso, a jovem lutou para manter a expressão neutra, mas sob tanta pressão, respirar se tornou impossível e ela começou a se sentir tonta. Teria de contar com a mãe, mesmo sem poder dar nenhuma dica.
― Eu... eu queria trabalhar para a escola, cozinhando para as crianças ― Cheyenne disse, com medo, sem saber se tinha dito a coisa certa.
Anne permaneceu inexpressiva, mas ficou aliviada com a resposta de Cheyenne.
Anthony desviou o olhar do rosto de Anne e ordenou ao mordomo:
― Hayden, leve as duas embora. ―
Então, se levantou do sofá e sumiu, no interior da mansão.
Anne e Cheyenne foram levadas para o apartamento velho da mulher de meia idade e nenhuma das duas se atreveu a dizer nada, porque o motorista trabalhava para Anthony. Entretanto, Cheyenne notou as marcas vermelhas no pescoço de Anne e se sentiu horrível.
Assim que chegaram à segurança do apartamento, Anne perguntou:
― Mãe, você está bem? O que aconteceu? Onde você esteve? ―
― Sua tia me chamou. ― Cheyenne resumiu.
Mas, Anne sentiu que algo estava errado. Se sua tia tivesse a convidado, por que isso impediria Cheyenne de atender ao telefone?
― Minha tia? Ela sente tanta raiva de você... mas por quê? ―
― Ela acha que eu não deveria conviver com você, porque te abandonei antes... Posso entender porque ela pensa isso, Anne. Eu errei em te deixar para trás... ― Cheyenne não disse a verdade, por medo de chatear Anne.

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Cadê o resto! Não tem atualização?...