O Rolls Royce parou em frente ao portão de um edifício residencial.
― Chegamos! ―
― É aqui mesmo! ―
― Obrigado tio! ―
Anthony virou-se para olhar o prédio à sua frente, notando que era o tipo de complexo onde apenas pessoas ricas conseguiriam entrar e, só então, disse.
― Pelo que me lembro, vocês moram na parte pobre da cidade, não aqui. ― O homem se lembrava nitidamente que, quando encontrou os trigêmeos, tinha sido na frente do mesmo edifício em que Anne morava. Ou seja, em um prédio antigo e para pessoas de renda muito mais modesta.
― Aquele era o prédio da nossa babá! ― Charlie disse.
― Aqui é onde moramos! ― Chloe acrescentou.
― Podemos sair agora? ― Chris perguntou.
A porta do carro abriu sozinha e o motorista do magnata desceu do veículo para ajudar as crianças a descerem do Rolls Royce.
Anthony ficou observando, enquanto se recostava em seu assento, vagarosamente. Ele ficou surpreso por conseguir tolerar as crianças por tanto tempo, apesar de sua falta de paciência. Era algo que ele não considerava possível.
Pouco antes de a porta fechar, Chloe se virou e murmurou:
― Podemos... viajar no seu carro de novo? ―
Charlie e Chris olharam silenciosamente para Anthony, com olhos de corça.
― Eu não sou seu pai. Não tenho obrigação de fazer isso. ― Anthony recusou cruelmente.
Furioso, Charlie agarrou a mão de Chloe e disse:
― A gente não queria, mesmo! Vamos! ―
Quando o porteiro do prédio viu os trigêmeos correndo em direção ao portão, ele imediatamente perguntou:
― Onde diabos vocês três estiveram? Estamos morrendo de preocupação! ―
― Não se preocupe. Nós estamos bem! ― Charlie tranquilizou.

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