― Então, só resta a opção de ter sido um crime aleatório, mas acho que a possibilidade é muito pequena. Sua mãe não era a única pessoa no Jardim Municipal, então por que a atacaram? Este caso é bem mais complicado do que pensamos... ― Lucas disse, balançando a cabeça.
Mas, os olhos de Anne eram firmes:
― Não importa o quão complicado seja, devo encontrar o assassino, de qualquer maneira. ―
― Sim, isso vai acontecer, não se preocupe. ―
O carro chegou ao portão de onde Anne morava.
― Obrigada pela carona. ―
Lucas levantou o pulso para ver a hora e disse:
― As crianças devem estar a caminho, neste momento. ―
― Sim. Vou entrar em casa, então. Boa noite. ― Anne abriu a porta do carro e se virou para sair do carro. Mas, algo apertou seu peito e ela descobriu que o cinto de segurança ainda estava preso. Ela corou.
Lucas olhou para ela e reprimiu um sorriso. Seus olhos adquiriram um brilho suave.
Anne saiu do carro e fechou a porta e Lucas abaixou a janela, se despedindo mais uma vez:
― Até mais. ―
― Dirige com cuidado, tchau! ― Anne acenou para ele.
Vendo o carro de Lucas se afastando e desaparecendo na distância, ela se virou e entrou no edifício. Do começo ao fim da conversa, Lucas não mencionou Anthony, nem uma única vez. Era como se não valesse a pena mencionar o que tinha acontecido no bar, no dia das ameaças.
No elevador, Anne avançou e viu a hora em seu telefone. As crianças chegariam em poucos minutos. Então a jovem entrou no apartamento, deixou a bolsa, foi ao banheiro e desceu para dar as boas-vindas às crianças.
'Eles devem chegar a qualquer instante...'
Seus passos pararam abruptamente e ela olhou para o Rolls Royce preto que estacionava no meio fio. Aquele veículo estava tatuado em sua alma como uma máquina de medo e opressão.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Magnata pai de trigêmeos
Cadê o resto! Não tem atualização?...