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O garoto de programa era o meu marido CEO romance Capítulo 3

O beijo não foi doce. Não teve cuidado nem hesitação. Foi um ataque à minha sanidade, a tudo que eu acreditava não existir: química.

A língua dele não pedia licença. Explorava cada centímetro da minha boca, me dominava. Em segundos, não era só minha boca que ele tinha sob controle. Era meu corpo inteiro.

Meu coração disparou, minhas pernas perderam força e minha boceta reagiu como se tivesse sido acionada por um comando invisível: molhada, quente, pronta.

Eu mal acompanhava o ritmo. E isso só tornava tudo mais intenso.

Fui deslizando minha calça desajeitadamente, até me livrar dela de vez.

Ele me puxou pelas coxas com facilidade, fazendo com que minhas pernas se agarrassem aos seus quadris quase por instinto. Ainda colada aos seus lábios, eu era levada para algum lugar que pouco importava.

Quando caímos no colchão, naquela posição desajeitada, com ele por cima e eu presa ao seu corpo, meu pulmão finalmente lembrou de respirar.

Afastei minha boca da dele por um segundo, puxando o ar com dificuldade. Ele ficou atento.

Eu precisava ganhar tempo. Porque não sabia o que viria depois. Ou melhor, sabia, mas não tinha certeza se estava pronta para transar com aquele homem sem me apaixonar. Um beijo tinha sido suficiente para me fazer esquecer até mesmo quem eu era.

— Me mostra do que você é capaz — pisquei um olho, mordendo o lábio numa tentativa de sensualizar.

Ele arqueou uma sobrancelha, um meio sorriso surgindo. Me arrependi na mesma hora:

— Isso soou estranho. Ignore!

Ele sorriu, como se soubesse exatamente o efeito que aquele simples gesto causava:

— Eu que deveria estar ansioso… mas tenho a impressão de que a nossa química resolve isso.

— Seu beijo… — murmurei — é um absurdo de tão bom.

— Beijo é combustível, querida. Agora vamos atear fogo em tudo. Vou te foder até que implore para eu parar.

— Faça valer o meu tempo, gostosão — provoquei, tentando manter algum controle.

Ele se afastou alguns centímetros, ainda me beijando, enquanto arrancava minha calcinha. Depois deslizou os lábios pelo meu pescoço, fazendo com que eu me arrepiasse por completo.

Quando percebi que ele entrava numa zona proibida, mas que eu queria que fosse explorada, pedi, num sussurro:

— Lado direito do pescoço, por favor. O esquerdo está fora do pacote.

— Vou tentar ignorar as suas esquisitices. — disse, mordendo o lóbulo da minha orelha direita, arrancando-me um gemido.

Se aquilo já me levou perto do paraíso, imaginei o que viria quando o ato fosse concretizado.

A língua morna deslizou pelo meu pescoço, me arrancando gemidos. Minhas mãos se perdiam entre sua nuca, peito, costas… enquanto sentia a ponta do seu pau roçar levemente minha entrada.

Ele parou por um momento e me encarou:

— Você está me analisando ou transando comigo?

— Estou fazendo algo errado? Pode me dar instruções? Tem alguma ordem específica?

— Preliminares e depois... foda de verdade? — arqueou uma sobrancelha. — Me desculpe, mas eu não venho com manual.

— Levando em conta o preço... deveria ter.

Ele riu:

— Nesse caso, se estamos falando de preço, “você” deveria ter manual.

Ele tinha razão. Sendo virgem, cabia a ele me desvendar.

Enquanto ele mordiscava meu seio sobre o tecido da blusa, estranhamente não senti vergonha. Não com ele. Talvez por saber que era um profissional e não se importava com minhas esquisitices, tampouco com a lingerie nada sensual que eu usava.

Seus dedos deslizaram pela minha boceta, então ele mordeu meus lábios, murmurando:

— Molhada... perfeitamente molhada.

— Antes de finalizarmos o ato... será que você se importaria... de um oral antes?

Ele sorriu, saindo de cima de mim e se pondo ao lado da cama:

— Dê o seu melhor. Estou ansioso.

Eu não sabia exatamente o que era “dar o meu melhor”.

Deslizei pela cama até a beirada, dobrando os joelhos e abrindo as pernas para facilitar o acesso.

Ele hesitou por um momento:

— Eu achei que... ah, foda-se! — ajoelhou-se no chão.

Quando a língua dele encontrou a minha boceta, eu me perdi no espaço. E tive certeza de que nunca mais me encontraria.

Puxei o cabelo dele com força, sem conseguir me controlar. A língua se movia com experiência, explorando cada parte de mim como se soubesse exatamente o efeito que causava.

— Você gozou toda as vezes? — perguntei, incerta.

— Sim.

Sorri, aliviada. Eu consegui fazê-lo gozar. Isso significava que ele… gostou?

— Será que depois eu posso ir por cima? — pedi, me ajeitando para lhe dar total acesso. — Sempre quis nessa posição.

Meu desejo foi atendido. De quatro, por cima, de lado. Tudo parecia possível.

Extasiados, deitados na cama, suados e cansados, pela primeira vez na vida eu não contei o tempo.

Virei o rosto na direção dele, encontrando seus olhos nos meus.

— Foi incrível — confessei. — Não me arrependo de ter vindo. Valeu cada centavo.

Ele passou os dedos pela minha têmpora, descendo pela bochecha até meus lábios:

— Sim, valeu cada centavo — confirmou. — Será que… podemos repetir numa outra vez?

Eu não sabia se teria dinheiro para bancá-lo outra vez. Mas não era hora de pensar no depois:

— Eu… gostaria muito.

Ele deu um beijo leve nos meus lábios:

— Vou tomar um banho. Me acompanha?

Assenti, enquanto ele se levantava. Observei-o andar nu até o banheiro. Quando ouvi o chuveiro, levantei.

Para mim, ainda era um problema tirar a blusa e expor minhas cicatrizes. Mas, pela primeira vez, eu não me importei.

Andei confiante. Até ouvir um som vindo da porta, que se abriu lentamente.

Quando me deparei com a mulher levantando o cartão com o número da suíte, senti um aperto no peito e o coração disparar.

— Cheguei muito atrasada? — ela disse, entrando sem ser convidada, tirando o sobretudo e revelando a lingerie sensual. — Não me avisaram que era um ménage. Costumo cobrar a mais por isso!

— Ménage? — fiquei apavorada.

Não! Eu não acreditei que Helô e Abi tinham feito aquilo comigo. Eu não participaria de sexo a três de jeito nenhum. Jamais dividiria o meu homem com aquela mulher.

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