O silêncio dominava o quarto do hospital, permeado pelo forte odor de tabaco.
Davi estava junto à janela, franzindo a testa enquanto fumava um cigarro atrás do outro, com sete ou oito pontas de cigarro espalhadas pelo chão.
Seu corpo alto e imponente estava envolto numa nuvem de fumaça branca, e um intenso frio se espalhava ao redor.
Dalila o observava fixamente, com seus pensamentos voltando ao dia em que se encontraram.
Na verdade, naquele dia, Davi não tinha tido relações sexuais com ela.
A princípio, Davi realmente havia sido drogado e a arrastado para o quarto; ele a beijava desordenadamente, chamando ela de querida, e depois chamou pelo nome de Nicole; por alguma razão, ele começou a recuperar a consciência e percebeu que ela não era Nicole.
Naquele momento, um Davi furioso a agarrou pelo pescoço, exigindo saber o que estava acontecendo.
Dalila chegou a pensar que seria estrangulada até a morte por ele.
Mas não demorou muito para que Davi fosse dominado novamente pelo efeito da droga, e para evitar ter relações sexuais com ela, pressionou um ponto de acupuntura em seu próprio corpo, o que o fez desmaiar.
Essa droga é frequentemente usada por homens em bares para lidar com mulheres que lhes interessam; o efeito é forte, e após recuperar a consciência, não se lembra de nada do que aconteceu, uma mulher sob o efeito dessa droga, mesmo que tenha sido violada, não pode fazer muito; assim, se ela insistir que eles tiveram relações, Davi não teria como contestar.
— Davi. — Dalila o chamou com uma voz suave. — Eu ouvi dizer que você se casou, sua esposa deve estar muito brava, não é? Eu posso ir explicar a ela.
Davi se virou, seus olhos escuros e frios a encarando de cima.
Dalila mordeu o lábio:
— De qualquer forma, eu realmente lhe devo um pedido de desculpas; mesmo que ela queira me bater ou me xingar, eu aceitarei, contanto que ela se acalme e não faça mais confusão com você. — Ela hesitou, e continuou. — Eu só quero te perguntar uma coisa, você veio ao hospital me ver porque ainda se importa comigo, porque ainda se preocupa comigo, não é?
Dalila baixou muito sua postura, seus olhos cheios de expectativa, como se só saber dessa resposta já fosse suficiente.
— Por que eu me importaria com outra mulher além da minha esposa? — Davi respondeu, sem expressão.
Dalila ficou paralisada com a expressão:
— Então por que você veio ao hospital...
— Você achou que eu vim ao hospital para quê? — A voz fria de Davi não transmitia calor. — Você pensou que eu vim aqui porque ainda gosto de você? Pensou errado!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Doce Amor do Magnata para a Secretária Inocente