Davi, vestindo uma camisa branca e calças de terno pretas, recebeu um tapa e dois socos, deixando marcas em seu rosto bonito, porém continuava atraente.
Ele ainda era o Davi que Nicole conhecia tão bem, mas algo havia mudado.
— Você não tem nada para conversar com ela! — Severino reagiu ao vê-lo.
Como Davi estava sem camisa no quarto e não era oportuno agir, agora era a hora perfeita para ensinar a ela uma lição, Davi liderava uma das três grandes organizações ilegais, com um forte histórico, mas isso não intimidava Severino.
Nicole o segurou, sua voz rouca e suave:
— Primo, eu preciso falar com ele, você pode ir primeiro.
Davi olhou para o rosto pálido dela, e seu coração doeu novamente.
Severino franzia a testa:
— Nic, você não tem nada para falar com esse tipo de pessoa!
— As coisas precisam ser resolvidas. — Disse Nicole suavemente. — Quando tudo estiver resolvido, eu voltarei para casa.
Severino queria levá-la imediatamente, mas ainda respeitava os desejos de Nicole, deixando uma ameaça séria:
— Davi, se você continuar a maltratar minha prima, nós veremos!
Severino se foi.
Ele instruiu os seguranças da família Amorim a ficarem e protegerem Nicole, se Davi maltratasse Nicole novamente, eles deveriam intervir e acabar com ele; qualquer problema seria de sua responsabilidade.
O jardim estava tranquilo.
Davi baixou os olhos para a silhueta esbelta da mulher à sua frente.
Nicole estava meticulosamente vestida para aquele dia, com um caro vestido de ombros de fora, branco como a neve, simples mas elegante. Seu cabelo negro como a tinta estava preso em um coque simples com um grampo de diamantes.
Ela estava linda, mas seu rosto estava pálido e seu semblante, fatigado, algumas mechas de cabelo caídas pareciam prestes a quebrar.
Davi sentiu uma dor aguda no peito e deu dois passos em direção a Nicole, estendendo a mão para tocar seu rosto.
Nicole virou a cabeça para evitar sua mão, sua voz fria:

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