Os batimentos na porta persistiam.
Davi estava com um olhar frio:
— Fique aqui, vou verificar o que é.
— Espere. — Nicole o segurou. — Será que é aquela mulher novamente?
— Qual mulher? — Davi perguntou, sem entender de imediato.
— Aquela que te ofereceu dez mil para ficar contigo. — Nicole franzia a testa. — Não, fique aqui, eu que vou lá fora ver!
Embora Davi não pretendesse sair, Nicole não podia simplesmente ficar parada enquanto alguém tentava seduzir seu homem.
Nicole abotoou a camisa, arrumou o cabelo e saiu da cama com determinação em direção à porta.
Davi observava sua silhueta com interesse, sem tentar detê-la.
Havia pessoas escondidas ao redor; se houvesse perigo, ele seria avisado, portanto, deixar Nicole atender à porta não representava um problema, era raro Nicole demonstrar ciúmes dele.
Os batimentos na porta se intensificavam. Nicole caminhou até ela e a abriu.
Lorena estava à entrada, prestes a continuar batendo, quando viu a porta se abrir.
Seu rosto expressava urgência:
— Davi, finalmente... É você? Nicole, como pode ser você?!
Ao ver que era Nicole, Lorena ficou chocada, sua voz aguda parecia que iria perfurar o teto.
Do lado de fora estavam Felipe e Lorena.
Quando Felipe viu Nicole, também se surpreendeu, logo seu rosto corou e rapidamente desviou o olhar, sem coragem de olhar novamente.
Nicole, surpresa ao reconhecer Lorena como a visitante, perguntou:
— Sra. Lorena, o que a traz aqui?
Ela vestia uma camisa masculina que, embora abotoada, cobria apenas até o alto das coxas.
As marcas de beijos e mordidas de tons variados em suas coxas pálidas eram evidentes, mostrando claramente que ela tinha se envolvido sexualmente com um homem.
Percebendo o quão vergonhosa era sua vestimenta, Nicole quis rapidamente voltar para o quarto:
— Sra. Lorena, Davi...

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