De volta à casa alugada por Davi.
Ao entrar no quarto, Davi estava de costas para ela, ao lado do sofá, desabotoando o paletó de seu terno caro. Sua silhueta alta e reta, envolta em tecido fino, exalava uma presença marcante.
Nicole observava as costas do homem, com um vislumbre de emoção complexa passando por seus olhos. Ela se aproximou e falou:
— Davi, você ainda não confia em mim, não é?
Caso contrário, ele não manteria tanta calma.
Nicole se sentia resignada, ela realmente queria estar com Davi.
Mas esse homem, muito introspectivo, dificultava a compreensão de seus pensamentos. Se até se casar não era suficiente para ganhar sua confiança, ela não sabia mais o que fazer.
Davi se virou e a encarou profundamente:
— Vá para a cama e me espere.
Essas palavras, repentinas, deixaram Nicole sem reação por um momento:
— O quê?
Davi franzia a testa, se virou e segurou sua mão. Seus dedos longos e bem definidos se entrelaçaram com os dela, e ele a levou apressadamente para o quarto.
Nicole corou, ela não se opunha a ter relações sexuais com ele, mas a situação atual parecia um pouco estranha.
"Ele realmente confia em mim?"
Na cama principal, coberta com lençóis de azul escuro, Davi a puxou para deitar. Seus braços fortes envolviam sua cintura, pressionando seu corpo suavemente contra o dele.
Os corpos colados, o calor do corpo dele se transmitia através do tecido fino de suas roupas, aquecendo sua pele.
O forte bater do coração dele ecoava em seus ouvidos, e ela se submergia no cheiro suave de pinho que dele emanava...
Então, não houve mais nada.
Davi a segurava, imóvel.
Confusa, Nicole esperou um pouco. Davi tinha um apetite sexual voraz e, a não ser quando ela não estava disposta, eles faziam amor todas as noites, às vezes mais de uma vez.

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